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terça-feira, 12 de junho de 2012

Transtorno da Excitação Genital Persistente – o que é isto?




By Anja_Arcanja

A síndrome da excitação sexual persistente, também chamada de transtorno de excitação persistente genital, conhecida pela sigla - TEGP - consiste em uma condição que resulta em uma excitação espontânea e persistente nos órgãos genitais, levando ou não ao orgasmo ou obstrução, sem ligação com desejo sexual. Normalmente o termo TEGP, descreve os sintomas que aparecem nas mulheres enquanto o priapismo é usado para descrever sintomas similares que aparecem nos homens.

Quem sofre desta disfunção sexual, está constantemente em um estado de excitação sexual. Os sintomas podem variar. As mulheres geralmente experimentam os sinais físicos da excitação, incluindo o ingurgitamento dos genitais, sem nem mesmo estar pensando em sexo. Elas podem ter tamanha sensibilidade nas áreas genitais que até mesmo o uso de certos tipos de roupas pode causar excitação.

Essas pessoas também podem ter orgasmos espontâneos e múltiplos – que podem chegar a dezenas por dia, ou elas podem ter que se auto-estimular para encontrar algum alívio. Mas esse alívio não dura muito tempo. A excitação pode voltar a aparecer em poucas horas, minutos ou até mesmo segundos, e pode durar por dias, semanas ou até meses.

Em um primeiro momento, ter (ou precisar ter) orgasmos tão freqüentes pode não parecer algo ruim. Mas para mulheres com TEGP, não é nada agradável – é debilitante, não as deixa dormir, trabalhar ou até mesmo fazer uma refeição com a família. Algumas mulheres alegam ter TEGP desde a infância, enquanto em outras a condição apareceu durante a gravidez ou menopausa. Pessoas com essa condição normalmente se sentem envergonhadas e demoram muito para buscar ajuda médica.


A literatura médica somente reconheceu esse transtorno na última década, mais especificamente no ano de 2001, pela médica estadunidense Sandra Leiblumsendo e caracterizada como uma síndrome específica mais recentemente. Embora não se conheçam as verdadeiras causas, são várias as hipóteses sugeridas:

Causas

*Alterações bruscas no sistema nervoso central. Algumas lesões cerebrais concretas ou determinadas lesões na medula podem causar o distúrbio.

*Alterações no sistema nervoso periférico, como, por exemplo, hipersensibilidade nos nervos pélvicos.

*Problemas no sistema circulatório, como vasocongestão na zona pélvica.

*Pressões sobre alguma parte dos órgãos genitais, como as que podem ser causadas por um pequeno tumor ou um quisto.

*Perturbações hormonais como as provocadas pela chegada da menopausa ou, em certas ocasiões, durante a ovulação; mas que ainda tais distúrbios, podem estar acompanhados de algum distúrbio hormonal ocorrido na adolescência (ou não),  o que faz com que o TEGP se manifeste bem cedo.

*Alterações psicológicas provocadas pela depressão ou pelo stress.

*Perturbações do sono.

SINTOMAS:

* Vasocongestão e hipersensibilidade nos seios e órgãos genitais que persistem durante longos períodos e nunca desaparecem por completo.

* As manifestações fisiológicas da excitação não se dissipam com o clímax. Por vezes, passam após múltiplos orgasmos durante horas e dias.

* A mulher afetada não associa o estado de excitação física a qualquer estímulo erógeno que estimule a sua libido, nem com uma sensação de desejo.

* A excitação pode ser desencadeada não só pela atividade erótica como, também, por estímulos cuja origem não é de cariz sexual.

* É uma experiência não-desejada, intrusiva, incontrolável e inevitável.

Algumas pacientes foram tratadas com sucesso com medicamentos como antidepressivos (mas nem todas tiveram este sucesso, eu por exemplo, fiz uso de tofranil, mas o medicamento me deixava tão mau, que preferia o mal que o distúrbio causa!) ou Chantix (medicamento usado inicialmente para reduzir a dependência à nicotina). Outros tentam simplesmente conviver com a condição, agradecidos por pelo menos ter um nome para a sua misteriosa doença. Esta síndrome é rara e, devido ao constrangimento que causa às suas portadoras, é muitas vezes encoberta pelas mesmas.

O TEGP Não se trata de uma necessidade que nasce da mente, mas de uma sensação física e, portanto,  não apresenta nenhuma relação com a hipersexualidade, também conhecida como ninfomania, condição na qual a mulher apresenta elevado nível de desejo e de fantasias sexuais, com compulsividade ao ato. Está, portanto, fora do controle da mulher que (tenham certeza) sofre e muito com este distúrbio. O aspecto mais grave do distúrbio é provocado pelas consequências psicológicas verdadeiramente devastadoras, decorrentes da aflição permanente que provoca. A zona genital fica tão hipersensível que nem sequer a masturbação consegue aliviar a tensão. É por isso que o problema se torna tão incómodo e doloroso; vive-se, em geral, com muito mal-estar, pois trata-se de algo não desejado e incontrolável. A mulher que sofre deste distúrbio,  deve receber de seu cônjuge  uma atenção especial à sua condição, compreensão e o carinho necessários para que juntos possam encontrar a melhor maneira de conviver com este raro e constrangedor distúrbio. Eu convivo desde minha mocidade (23 anos) com este distúrbio e sei o quanto é difícil, doloroso e constrangedor para o casal, e por isto estou expondo abertamente para que saibam que se trata de um distúrbio e procurem orientação médica.

Apesar do esforço em prol de um maior entendimento do transtorno da excitação genital persistente, pouco foi elucidado sobre etiologia, fatores de risco e epidemiologia do problema. A literatura disponível sobre o tema baseia-se, principalmente, em estudos de casos isolados que apresentam algumas características em comum, mas não esclarecem os fatores de risco para o desenvolvimento e manutenção do transtorno.

Os poucos estudos com características epidemiológicas ou foram desenvolvidos via internet, o que pode limitar o estudo, ou ainda com um pequeno número de pacientes, o que, apesar de propiciar o desenvolvimento de novas hipóteses, não é suficiente para corroborá-las nem permite generalização dos achados.

Ainda existe um grande desconhecimento do transtorno por parte dos profissionais da área da saúde e é muito provável que diversos casos sejam diagnosticados erroneamente ou ainda ignorados, dificultando ainda mais uma melhor compreensão do problema.





26 comentários:

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Bem instrutivo o artigo, amiga!

Mas será que este "distúrbio" das mulheres pode ser bem comparado ao priapismo dos homens?

Pelo que sei, o priapismo pode causar até impotência e parece estar associado ao uso de determinadas substâncias.

De qualquer modo, considero que toda compulsão, inclusive a sexual, não faz bem a ninguém. Eu tenho as minhas e não nego que sou também propenso a desenvolver compulsões.

Por outro lado, nem sempre as pessoas podem estar agindo por razões psicológicas. Existe um aspecto físico aí como no caso dessa excitação genital persistente.

Contudo, indago até que ponto situações desse tipo não fazem parte da natureza de cada um? Diferentes dos homens, as mulheres têm uma oscilação hormonal maior e cada uma precisa aprender a conviver com isso.

Compreender que forças físicas agem nos organismos das pessoas oprimindo-as, causando sensações e emoções que elas não desejam ter, torna-se um passo fundamental para que possamos construir uma sociedade mais solidária. Para que vivemos em ambientes onde uns não julguem o outro por determinados comportamentos utilizando-se de uma moral fajuta afim de afirmar que fulano ou fulana faz determinadas coisas por "safadeza".

Inegavelmente pessoas mais espiritualizadas e com a mente aberta para a ciência podem contribuir bastante para ajudar.

Abraços.

Anja_Arcanja disse...

‎Rodrigo,grata por sua visita e ressonância!

Mas o que sei é que é é o contrário: o priapismo que é comparado (mas não é igual) ao TEGP, mas há pequenas e sensíveis diferenças. Meu esposo teve este distúrbio (priapismo), mas foi provocado pela interrupção abrupta da medicação que ele estava usando, e não era fisiológica, portanto, com um pequeno período de tratamento, voltou ao normal, o que não acontece no TEGP ( que não tem cura). São similares, mas não idênticos, sendo o caso da mulher, bem específico, mas claro, como descrito no texto, pode ter várias causas, entre elas acredito (pelo que sei) que também o uso de certos medicamentos podem induzir o TEGP, mas em sendo descontinuada o uso da substancia, tudo volta a normalidade, o que não acontece com quem tem uma ou mais causas como as citadas no texto.

Bjux

Anja

Eduardo Medeiros disse...

OI Anja.

Conhecia o priapismo mas não esse esse "Transtorno da Excitação Genital Persistente".

De fato, as duas coisas não são similares pelo que pude entender pelo seu texto.

Deve ser muito sufocante alguém estar sempre em estado de excitação sexual. Imagino como deve ser difícil para você. Já que não tem cura e você não se deu bem com a medicação, será que coisas como meditação ou um controle emocional sobre os sintomas traria algum alívio?

É claro que também tenho minhas pequenas compulsões mas nada parecido com isso. Sou meio tarado por algumas coisas mas nada que eu não possa controlar e nada que me causa problemas.

Bem, amiga, sinceramente, espero que você consiga de alguma forma controlar isso.

Anja_Arcanja disse...

Edu, grata por seu comment!

Olha, já fiz de tudo que vc possa imaginar. rsrs aprendi técnicas de relaxamento que ajudam sim, mas tem horas que nada resolve. Faço terapia e tenho conseguido um bom controle; isto tem me ajudado bastante, mas como eu disse, tem horas que nada resolve! Mas hoje eu e o Anderson aprendemos a conviver com isto e este é um dos motivos de nosso relacionamento aberto.

Obrigada Edu... Bjux

Anja

Guiomar Barba disse...

Anjinha, conheci algumas mulheres compulsivas o que rendia dissabores com os seus maridos. Mas nunca soube deste transtorno. Seria uma enfermidade nova ou que atormentou inúmeras mulheres que preferiram o silêncio?

Ô amiga, graças a Deus você tem um marido que compartilha com você com amor.

Não sei se você acredita em cura de enfermidades, mas vou orar por você com mais carinho, principalmente sobre esta enfermidade.
Vou compartilhar seu texto. Beijo.

Anja_Arcanja disse...

Gui, obrigada por sua carinhosa ressonância.

Gui, o distúrbio não é novo e sim a sua descoberta que é nova (2001). Acredito que muitas mulheres sofrem com este mal. Mas poucas conseguem descobrir como tratar, pois ainda nem a comunidade médica chegaram a conclusões mais precisas, é tudo muito novo! Fico feliz que vc vá compartilhar meu texto.

Obrigada

Anja_Arcanja disse...

Amigos, meu caso é bem leve. Falando de números orgasmáticos (rsrs) meu problema se resolve com 13 a 15 orgasmos por dia nos períodos de crises e 6 por dia nos períodos ditos "normais" (7 dias por semana rsrs), mas já ouvi relatos de mulheres que chegam a ter 300 por dia.

O que se sabe por enquanto é que este distúrbio atinge 1 mulher para cada 1 milhão, mas ainda é muito impreciso tais números.

Anja_Arcanja disse...

Mas já houve um tenebroso tempo em que eu alcançava 15 a 17 orgasmos em apenas uma hora! É muito desgastante, estou sempre lubrificada (falando no popular) ou como diz meu esposo: sempre alerta! rsrs Hoje está mais fácil pra mim conviver com isto, mas nos períodos de crise ainda é um sufoco

Anja_Arcanja disse...

Eu gostaria muito que este texto alcançasse sites de feminismo, já estou trabalhando nisto, mas conto com ajuda de vcs, principalmente vc viu Gui? rsrs acredito que vc tenha mais contatos que eu nesta área.

Anja_Arcanja disse...

Ou melhor, sites feministas! rsrs

Mariani Lima disse...

Anja, fiquei impressionada com esse seu verdadeiro "padecer no paraíso" por tanto tempo e a postura de seu marido que demonstrou segundo suas afirmações ser um marido bastante compreensivo, o que fico imaginando não ser regra para as mulheres que passam por dilema semelhante.
Desejo que vc possa encontrar equilíbrio nessa sua caminhada com ajuda de profissionais e das orações da Guio (por que não?) e possa viver o seu céu em plena harmonia.
Beijins...

Anja_Arcanja disse...

Mari lindona, amei seu comment! De fato é padecer no paraíso! rsrs

Estou bem agora querida, mantendo a média de seis por dia e 15 nas crises, mas isto devo ao tratamento que faço e claro que agora estou contando também com as orações da Gui né? Mas espero que continue pelo menos como está agora, porque antes de descobrir o que de fato tinha, foi muito difícil pra todos nós.


Bjux lindona

Anja

Gilber†o Ângelo Begia†o disse...

Anja minha querida!

Como lhe disse não sabia que isso existia!
Sua história de vida tem me tocado muito.
Sei que Deus na sua infinita bondade tem nos ensinado através de pessoas como você e o And que a vida é feita de superações, comprometimento, e uma grande dose de boa vontade para viver.
Parabéns mais uma vez pela sua coragem e autenticidade de expor situações que podem ajudar outras pessoas.
Eu admiro muito você e o and.
Bjs

Donizete disse...

Anja,

Vi na televisão a algum tempo uma mulher com esta síndrome. Não sei se era americana, mas me parece se tratar da mesma mulher que você citou que tem cerca de 300 orgasmos por dia.

Achei bacana o "padecer no paraíso" a la Mari, rsrs

Mas parabéns pela coragem de expor algo que diz respeito a sua intimidade. Pode ser que muitas mulheres "sofram" caladas, exatamente por temer o juízo que as pessoas formarão acerca de sua pessoa.

Qual seria o seu conselho para as mulheres que tem este problema em comum?

1°. Aprender a gerenciar de tal modo que não venha a atrapalhar no convívio social,
2°. Mostrar que existem os prós e os contras (se é que existam prós, não sei, sou leigo!) mas o desconforto e o constrangimento gerado em algumas situações pode ser superado por estar sempre no "ponto" rs
3°. Procurar ajuda de especialistas mesmo sabendo se tratar de um mal sem cura, utilizando-se de paliativos que oferecem apenas alívio momentâneo.
4°. No caso onde a pessoa se abre ao ponto de sugerir que seu marido não lhe corresponde a altura de suas necessidades, contudo, em função de sua formação religiosa e/ou moral não se sinta a vontade de utilizar-se de outros artifícios para sua satisfação, ainda que solitária.

P.S. Minha dúvida, é se, em se tratando de uma excitação involuntária, o orgasmo acontece da mesma forma, ou seja, também involuntário. Ou se é necessário ser provocado, seja mentalmente ou com o contato físico, para obter o alívio da tensão.

Mas como você disse, não é algo tão comum! Uma em um milhão. Não sei qual seria o resultado, se acaso fizessem um pesquisa para saber se os homens gostariam de ter como esposa, uma mulher que vivesse constantemente excitada. rsrs

Não sei nem qual seria minha resposta! rsrs

Anja_Arcanja disse...

Gil, meu querido, obrigada por sua ressonância e como diz o Anderson, a reciproca é verdadeira. Fico muito feliz em tê-lo como colaborador em meu blog e principalmente como amigo!

Doni, , muito bom seu comentário e suas questões, bom, vou tentar responde-las da melhor forma.

Vamos lá, mas vou inverter a ordem porque a 1° coisa a ser feita é procurar orientação médica.

1° - procurar orientação médica – ginecologista- explicar tudinho e fazer os exames necessários para verificar a taxa hormonal. Se não houver alterações, a mulher deve procurar ainda um psiquiatra e psicólogo para tentar chegar ao diagnóstico, que não é fácil, mas sempre estando em sintonia com seu ginecologista.

2° - em se comprovando o diagnostico de TEGP vamos para o tratamento, que deve ser aliado à terapia ocupacional para que a mulher possa aprender técnicas de relaxamento e de relaxamento muscular vaginal, que podem ajudar e muito, pois em geral quem sofre deste distúrbio, tem a musculatura intravaginal extremamente forte, o que dificulta a penetração peniana (as famosas apertadinhas rs), e facilita os orgasmos múltiplos. O profissional encontrará a melhor forma de tratamento e a medicação adequada para cada caso, que pode, como descrito no texto, ser uma medicação para reduzir a dependência a nicotina ou antidepressivos. No meu caso (não fumante), faço o tratamento com antidepressivos, mas como disse, o remédio não me faz bem, então eu alterno 3 a 4 meses com a medicação, por seis sem. A medicação controla os níveis hormonais, o que praticamente, zera os sintomas do distúrbio. Mas eu só posso dizer no meu caso, que é comprovada uma disfunção hormonal, mas em outros casos como Alterações bruscas no sistema nervoso central, algumas lesões cerebrais concretas ou determinadas lesões na medula, Problemas no sistema circulatório, como vasocongestão na zona pélvica entre outras causas, eu não sei se o tratamento seria o mesmo, mas acredito que sim.

3° - aprender a gerenciar é fundamental! Não pode-se abandonar de forma alguma o acompanhamento psicológico e a terapia ocupacional!

Anja_Arcanja disse...

4°- vamos aos prós e contras: rsrs Doni e demais, em geral quem sofre deste distúrbio, aparenta ser bem mais jovem do que realmente é! Rsrs (eu tenho 42 anos). Outra vantagem é de fato estar sempre no ponto rsrs isto ajuda muito na hora das rapidinhas rsrs, pois a lubrificação é involuntária e constante, fazendo imprescindível o uso de protetor intimo diário, pois não usando, deve-se trocar de calcinha pelo menos 4 vezes por dia. Outra coisa legal, é que seu namorado, esposo, companheiro, será o homem mais fiel do mundo rsrs! Mas Doni e demais, falando sério mesmo, os prós podem ser tão pesados que muitas vezes são contra! Entende? Olha bem meu caso: tenho 19 anos de casada, meu esposo é super compreensivo, meu relacionamento é aberto… enfim, eu tenho aliado a mim, meu esposo, que caminha junto comigo nesta, mas e as mulheres que não tem a colaboração do esposo? No meu caso, eu contei com o apoio incondicional dele sempre, mas sei de mulheres que os maridos sequer sabem de seu problema, pois se souberem… muitos irão se separar temendo uma traição, o que confesso, pode acontecer sim, mesmo a mulher sendo a mais fiel ou espiritual ou sei lá! Ter tido a mais rigorosa educação, o desejo sobe-lhe a mente e ela involuntariamente, perderá o controle sobre seu corpo. Isto vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Então na maioria assustadora dos casos a síndrome é uma tortura que a mulher enfrenta em silencio. Muitas se entregam ao álcool, pois encontram assim um refúgio. Acho que nem preciso falar dos contras né? Mas ainda tem mais! Evitar ao máximo ficar sozinhas com um homem mais “soltinho”, pode parecer brincadeira, mas é verdade e constrangedor.

Quanto mais cedo se manifesta a síndrome e quanto mais tarde é feito o diagnostico, pior para a mulher, que pode vir a se arrepender por algo que ela sequer tem culpa. A maioria dos casos acontece após os 35 anos pode persistir até os 80 (sei de uma com 81 anos!), no meu caso, desde criança era tida como fogosa, mas aos 23 fiquei incontrolável, mas só descobri que tinha o problema com 38 pra 39 anos, sendo que antes de 2001 nem era conhecida a referida síndrome. Outro ponto contra é que em geral, nós sofremos de uma doença bem comum, mas em nós é mais comum ainda, pela humidade constante da vagina, que é a candidíase, que deve ser tratada com o uso mensal de um comprimido de FLUCONAZOL 150mg que deve ser tomado logo após o ciclo menstrual. Toma-se um por mês e pronto. Em geral, estes são os pros e contras, mas sempre mais contras que pros, mas no meuc aso específico, encontrei o ponto de equilíbrio e penso que todas devem tentar oi mesmo e se possível, contando com a ajuda de seus esposos. Mas Doni, o bom mesmo é parecer mais jovem do que se é e outra coisa inegável: SEXO É BOM DEMAIS DA CONTA SÔ! Rsrs

Anja_Arcanja disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anja_Arcanja disse...

Doni, Agora respondendo sua dúvida, SIM! A mulher pode alcançar o orgasmo só de passar de leve a mão no clitóris, mesmo que seja por cima da roupa. Pode-se alcançar o orgasmo andando de bicicleta, mexendo as pernas ou apenas imaginando estar numa relação. Eu já acordei em pleno orgasmo, apenas com o resultado dos sonhos. Mas não é regra, há mulheres que só conseguem se houver o estimulo.

Os números ainda são muito imprecisos Doni, pois os médicos ainda não estão em sua maioria preparados para diagnosticar a síndrome, ou TEGP.

Quando vc disse que não saberia qual seria sua resposta em caso de ser perguntado se queria ter uma mulher assim, eu me atreveria a dizer que sim Doni rsrs em geral todo homem sonha com uma mulher assim, mas após um mês de sufoco, rsrs muda-se de ideia rsrs (mas é uma suposição minha viu? Rsrs), é como diz o ditado: todo homem sonha com uma dama na sociedade e uma puta na cama, rsrs aqui em casa este ditado tem o máximo valor rsrs é vivenciado no literal! Kkk

Querido, foi muito bom seu comentário que me esmerei em respondê-lo e espero ter atendido a contento suas dúvidas e se houver mais perguntas, não se prive. Gostaria que se possível vc compartilhasse com algum grupo de pessoas que vc conhecesse esta postagem.

Bjux

Anja

Anja_Arcanja disse...

Doni e demais, o que eu gostaria de acrescentar, é que em muitos casos, se faz necessário uma terapia em conjunto com o esposo. Isto ajuda muito o relacionamento e a compreensão do cônjuge.

O diálogo é muito importante.

Donizete disse...

Sem dúvida Anja,

O diálogo no relacionamento conjugal é essencial, mas em casos como este, acredito ir ainda mais além!

Obrigado pelos esclarecimentos. Abraços!

Anônimo disse...

Olá, sofro do mesmo transtorno desde os 14 anos... me sentia almaldiçoada por Deus não sabia que era uma dença, soube recentemente. hoje tenho 28 anos mas ainda não tive coragem de dizer a algum médico. Vc procurou um ginecologista ou terapeuta sexual? poderia me indicar o médico ou clínica que faz tratamento? Sofro muito sinto dores durante todo o dia a sensação é 24 horas, porém evito ter orgasmos para aliviar. fazia isso antes mas notei que a sensação ia ficando pior. Poderia me indicar o médico? grata.

Anja_Arcanja disse...

Querida, procure um bom ginecologista, ele irá lhe pedir exames para verificar a taxa hormonal e comprovado o TEGP, irá receitar remédios que farão com que vc se sinta melhor. Fazer uma terapia também é imprscindível.

Perdoe-me pela demora em responder, deixei o blog parado muito tempo. se for de sua vontade entrar em contato comigo, segue meu e-mail: anjaarcanja.batzion9@gmail.com

Anônimo disse...

Olá anja, minha esposa tb anda sempre excitada ,não seu se ela tem esse problema ,mas só de encostar nela ela ja fica toda molhada ... e esta sempre pronta para o abate,rsrsrs,

eduardo disse...

Olá anja, minha esposa tb anda sempre excitada ,não seu se ela tem esse problema ,mas só de encostar nela ela ja fica toda molhada ... e esta sempre pronta para o abate,rsrsrs,

Anônimo disse...

Anja.... você sabe se esse distúrbio e o vaginismo são contraditórios? Ou pode ser ter os dois ao mesmo tempo?

A Princesa dos Sonhos disse...

Anja. Você sabe se alguém com esse distúrbio pode ter vaginismo?

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