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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Discípulo de Jesus e membro de igreja evangélica: ao mesmo tempo, (quase) impossível

TBy Raoni
A cada dia, a igreja evangélica se esforça em me mostrar sua total diferença em relação à vida que Jesus propôs. Resolvi, então, registrar aqui o porquê da quase que total incompatibilidade entre ser um discípulo de Jesus (cristão) e um membro de igreja (aqui fico com uma parcela denominada evangélica).

Por falar em denominação, o que o cristianismo tem de mais diabólico é a sua capacidade de auto divisão. Essa conversa de "Somos uma Igreja só, apenas temos jeitos de ser diferentes" é, no mínimo, ridícula. Cada um, em sua facção, acredita pertencer à melhor delas. Se minto, então peço a todos os pastores que retirem de seus prédios as placas que indicam a respectiva denominação e digam: "Somos uma Igreja só". E, é claro, que parem com a corrida (quase que armamentista) de quem "converte" mais pessoas fazendo "missões" na África.

2 ilusões bem trabalhadas na igreja evangélica são as de mérito e culpa. Os membros realmente acreditam que sua espiritualidade é medida pela assiduidade nos cultos e pelas atividades desenvolvidas (meios transformados em fins em si mesmos) e, por isso, são merecedores de certas recompensas divinas e elogios ("Fulano é uma benção, consagrado"). Por outro lado, ao faltar a uma determinada reunião, logo a pessoa justifica(pra ela mesma em sua pesada consciência) o porquê de sua ausência, temendo a punição divina (e pastoral) por ter preferido ir ao Maracanã a estar em sua igreja. Com a ilusão de culpa, portanto, a igreja se transforma num sistema de controle muito eficaz.

A igreja evangélica insiste em afirmar que aquele prédio é a casa de Deus, que o altar(?) é lugar sagrado e que passar 2 ou 3 horas de domingo ali é mais espiritual (e importante) que almoçar entre familiares ou amigos; o evangelho do não (não beba, não fume, não dance) é pregado em detrimento do evangelho de Jesus (sim, ame; sim, perdoe). Aliás, um manequim qualquer de loja não bebe, não fuma, não dança e, nem por isso, vai pro Céu.

A salvação tornou-se sinônimo de ascensão social. O calvinismo e o Arminianismo aqui entram em cena e procura traços de uma pessoa salva: empresário bem-sucedido? Ok! Foi promovido mais de uma vez em um ano? Ok! Passou no concurso público? Ok! Aprovado pro Céu!

Em penúltimo lugar e não menos importante, hoje em dia é muito fácil andar com a Bíblia embaixo do braço. Estranho comparar nosso mundo ocidental fácil de ser cristão com a dificuldade de pregar o evangelho em Atos. Até porque hoje a pregação é restrita aos que já são "de dentro". Se der tempo, falamos aos "de fora" quem é esse Jesus.

Por último, essa comparação que observei outro dia em um livro é sensacional: afirma categoricamente certo autor que os evangélicos são os novos fariseus. Cá entre nós, motivos não lhe faltam para tal comparação: os fariseus surgiram num momento de decadência do judaísmo com o objetivo de resgatar a "pureza" da religião, enquanto os protestantes surgiram num momento de decadência do cristianismo para resgatar a "pureza" da religião; os fariseus eram reconhecidos como pessoas justas e separadas do mundo, não tocavam o que era imundo e compareciam regularmente aos templos, o que é totalmente compatível com os protestantes de hoje, os quais ajudaram a transformar a mensagem de Jesus em religião dominical das doutrinas corretas (embora a católica tenha sido pioneira nisso), possuem um modo de vida exclusivista (e anti-Jesus) e, ao mesmo tempo, são reconhecidos como pessoas boas e ordeiras.

Alguns acham esses motivos insuficientes para se abandonar a igreja evangélica. Tascam um "a Igreja é feita de pessoas imperfeitas" e pronto! Tudo está justificado. Outros apontam que isso tudo é a existência do joio no meio do trigo. Acredito que não é nem um, nem outro. A igreja institucional destruiu a mensagem de Jesus e, paradoxalmente, manteve viva a sua memória. E, infelizmente, temos que conviver com essa realidade.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

NA MINHA CASA TEM ÁRVORE DE NATAL. E NA SUA?

Quando cheguei à igreja, na minha adolescência ainda, os crentes comemoravam o natal com dramatizações, poesias, músicas e, sobretudo com enfeites natalinos, dentre estes estava a tão “demonizada” árvore de natal.

Passado os tempos os crentes não sei por que carga d’água de repente descobriram que é pecado, é maldita o pobre pinheiro natalino. Coisa do “demo”.

Assim os filhos dos novos crentes jamais aprenderam a linda música “noite feliz”, nem puderam admirar ou curtir o enfeite de uma árvore de natal, conseqüentemente o mistério da encarnação também não é lembrado neste dia.

Dizem que a árvore de natal é pagã. Ora, Lutero entre os Protestante foi o primeiro a enfeitar uma delas para demonstrar aos filhos como ficou o céu na noite do nascimento do Filho de Deus.

Não sei por que esta fobia ou esta perseguição contra a árvore de natal. A Bíblia sempre usou a figura da árvore para transmitir seus mais sublimes e às vezes complicados mistérios. Por exemplo:

1. Para explicar a origem do pecado, lá está a “árvore do conhecimento do bem e do mal”

2. Tem querubins com espada inflamante guardando a entrada para a “árvore da vida”

3. Na visão de Ezequiel a água que sai debaixo do templo sara as águas e faz brotar as árvores, num símbolo do ressurgimento da nação eleita;

4. Na praça da nova Jerusalém tem uma árvore que alimenta e cura as nações com seus frutos;

5. E foi de uma árvore que fizeram o tronco da crucificação do Homem-Deus.

Ora, poderíamos encher esta e outras páginas com a metáfora da árvore nas Escrituras, os escritores fizeram farto uso dela em seus ensinos.

A didática da árvore natalina também vai longe. Podemos utilizá-la para uma lição de meio ambiente, como uma lição de prosperidade tão em alta entre os novos irmãos, e outras formas além do enfeite é claro.

Mas se a árvore de natal é paganismo, neste mês eu sou pagão, enfeitei um coqueiro no jardim de minha nova residência. Mas se isso é paganismo estou de mãos dadas com os pagãos evangélicos, por exemplo:

1. Também acho que é paganismo ter um punhado de terra de Israel para efeitos de consagração;

2. Também acho que é paganismo ter um pouco de água do Jordão para efeitos de aspersão;

3. Também acho que é paganismo ter uma “toalhinha” do Apóstolo Valdomiro;

4. Também acho que é paganismo ter o sabonete da “purificação” do R.R. Soares;

5. De igual modo é paganismo ter a rosa do “descarrego” do Macedo;

Em suma somos todos pagãos e não sabemos, e se sabemos nos defendemos entrincheirados em nossas hermenêuticas fajutas e descomprometidos com a mensagem do Encarnado.

Mas graças a Deus somos pagãos amigáveis; eu como na mesa deles e eles tomam o cafezinho em minha casa admirando ou “amarrando” a minha árvore de natal.

Pedro Rocha.

Esta reflexão do pastor, ex-professor (mas sempre nosso mentor), e amigo pessoal Pr. Pedro Rocha, é a mais pura realidade para os dias de hoje. Ter uma árvore de natal em casa e mostrar a nossos filhos o verdadeiro sentido do natal, mostrar como ficou o céu com  nascimento do Filho de Deus; Que mal há nisto? Eu por sinal, só vejo Bem! Comungar com familiares, dar presentes aos filhos e sobrinhos, com relação aos presentes, poderia alguém dizer que se é a comemoração do nascimento de Jesus, ele quem merece o presente e que este presente nada mais é que ao invés de presentear meus filhos, eu devo dar o valor em dinheiro dos presentes a igreja, e desta forma estar presenteando a Cristo, mas posso garantir que 90% dos pastores que pregam este engodo, fazem com esta "oferta extra" as mesas de suas casas mais fartas no natal. 

Ora, mas qual foi mesmo a razão pela qual veio ao mundo o Filho de Deus, a saber Jesus Cristo? Não seria exclusivamente para nos presentear com o dom gratuito da vida? Deus não nos agraciou com este presente, a morte de seu Filho na Cruz pagando em nosso lugar o castigo de que éramos merecedores e culpados?

 Então, por que não celebrar com minha família e presentear meu filhos mostrando-lhes por alusão o presente recebido da parte de Deus para remissão de nossos pecados? Pois em minha casa tem sim árvore de natal e espero que esta mensagem sirva a meus leitores para que façam o mesmo em suas casas, apresentado-lhes o verdadeiro sentido do natal. Mas na minha casa não tem rosa ungida, toalhinha, meia ungida, martelinho santo de "thor", sabonete, óleo, água ou terra de Israel, ou qualquer dos amuletos "sagrados" que a igreja tem usado nos dias de hoje, mas tem sim árvore de natal!

Não vou nem falar aqui sobre sair-mos nesta época para realizar as "boas-obras", pois isto já deve estar inserido em nosso contexto de vida como regenerados que somos, pois as boas-obras é um reflexo de nossa regeneração. Mas aos que por falta de meios físicos e dinheiro (pois este tem faltado a todos nós), é também uma boa hora para se reservar parte do décimo terceiro e ajudar a fazer sorrir uma criança, uma família... nosso semelhante...

NÃO! Eu não vou dar oferta especial para a igreja instituição, não vou dobrar meu dízimo, não darei o dízimo de meu décimo terceiro salário, antes, vou investi-lo em minha família e meu próximo e sei que é nestas atitudes que Deus se alegra!

SIM! NA MINHA CASA TEM ÁRVORE DE NATAL E NA SUA TAMBÉM DEVERIA TER...

Pense nisto,

Anja_Arcanja e Anderson



sábado, 26 de novembro de 2011

Que deselegante: Silas Malafaia chama a jornalista Eliane Brum de “vagabunda” em entrevista ao NYT



The New York Times publicou ontem uma extensa matéria sobre Silas Malafaia. O jornalista Simon Romero mencionou todas as polêmicas recentes em que o televangelista se envolveu, inclusive a questão de “funicar” um líder do movimento LGBT.
“Sou o inimigo número 1 do movimento gay no Brasil”, disse Malafaia em entrevista na cidade de Fortaleza. Segundo o jornal, o evento que ele realizou na cidade reuniu um público de 200 mil pessoas.
Especialista em religiões latino-americanas pela Virginia Commonwealth University, Andrew Chesnut comparou Malafaia a Pat Robertson, numa alusão infelizmente bem própria.
Perguntando sobre A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico, texto da escritora Eliane Brum que obteve ampla repercussão no país, o líder evangélico mostrou novamente sua incontinência verbal, chamando-a de “vagabunda” (tramp). Avisada por um leitor, a jornalista há pouco se manifestou no Twitter com apenas uma palavra: chocada.
A gente também, Eliane. Aludindo às palavras do cara que o Malafaia apregoa seguir, “ele não sabe o que faz… tampouco o que diz”.

Fonte: Pavablog

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Apostilas Teológicas - APOLOGÉTICA CRISTÃ

APOLOGÉTICA CRISTÃ

 

I - Uma introdução a apologética


A Apologética (Cristã) trata do problema da natureza e solidez de nosso conhecimento de Deus e, assim, compete a examinar os métodos e conclusões de pesquisa teológica a luz daquilo que em geral conhecemos do mundo que nos cerca e daquilo que conhecemos de nós mesmos em relação a esse mundo.
Etimologicamente, apologia quer dizer defesa; significa, primeiramente, uma resposta de defesa contra alguma acusação ou denúncia. Muitas vezes se tem anotado que a primeira pregação da fé cristã iniciou-se com palavras de apologia (Atos 2.14). Necessariamente, está sempre em toda pregação cristã um elemento de defesa, o difícil se torna mesmo afirmar com precisão em que ponto a defesa passa para o contra-ataque. A palavra apologia, no seu significado cristão, envolve a defesa da fé cristã.
A palavra "apologética" vem da palavra grega "apologia", que se pronuncia "ap-ol-og-ee'-ah." Significa, "uma defesa verbal." É usada oito vezes no Novo Testamento: At. 22:1; 25:16; 1 Cor. 9:3; 2 Cor. 7:11; Fl. 1;7,17; 2 Tim. 4:16, e 1 Pe. 3:15. Mas é este último versículo que é associado com a apologética cristã.
"e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que os pedir a razão da esperança que há em vós;"  (1Pe. 3:15)
Ela vai ao encontro duma acusação, explícita ou não, apresentando os fatos do caso e anotando as conclusões racionais que deles tiram, como fez o apóstolo Paulo ao se defender diante do rei Agripa (Atos 26.1).
A apologética trata das relações de fé cristã com a esfera mais vasta do conhecimento secular do homem – a filosofia, a ciência, a história, a sociologia e as outras mais visando demonstrar que a fé não discrepa da verdade descoberta por essas pesquisas.
            Então, a apologética cristã é o ramo da cristandade que trata de contestar a toda e qualquer crítica que se opõe a revelação de Deus em Cristo e a Bíblia. Por conseguinte, pode incluir estudos como manuscritos da Bíblia, filosofia, biologia, matemática, evolução e lógica. Mas também pode consistir em dar uma simples resposta a uma pergunta sobre Jesus ou uma passagem da Bíblia. Este último caso é o mais comum e você não precisa ler toneladas de livros para fazer isso.
            A apologética pode ser defensiva ou ofensiva. O apologista pode e deve defender suas razões de crer (1Pe. 3:15). Mas, ele também pode atacar. Ele pode procurar aqueles que opõe e propõe perguntas, problemas, e repostas (2Co.10:5). Claro, ele deve preparar-se para fazer isto antes e assim toda a apologética será feita com amor.
Algumas áreas do debate dentro da apologética cristã trata do uso da evidência, razão, filosofia, etc. Deve o apologista usar só critérios aceitáveis para os incrédulos? Podemos usar a Bíblia como defesa de nossa posição ou devemos demostrar a cristandade sem ela? A razão é suficiente para demostrar a existência de Deus ou a verdade bíblica? Quanta razão e evidência é usada à luz das Escrituras para mostrar que é Deus quem abre a mente para entender? Que parte mostra a oração, usando a Bíblia e a natureza pecadora do incrédulo? Como estes fatores se interrelacionam para trazer um incrédulo a fé? As perguntas são fáceis.
Jesus escolheu uma pessoa muito religiosa e educada para ser apóstolo. Era Paulo. Os outros eram pescadores, coletor de imposto, médico, etc. Eles eram pessoas normais da época e estavam disponíveis e desejosos de serem usados pelo Senhor. Eles estavam cheios do Espírito de Deus e foram usados como vasos de Deus. Deus usa todas as coisas para Sua glória. Por isso, nós fazemos apologética através da fé.
A apologética é, em resumo, fazer uma defesa da fé cristã. Se você faz isso de alguma forma, então você é um apologista. De fato, nós somos ordenados a sermos apologistas por Pedro. "...e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós;" (IPe 3.15).


II - APOLOGÉTICA RELIGIOSA E APOLOGÉTICA CRISTÃ


Apologética Religiosa

Trata de matérias tais como a defesa do conceito religioso ou teísta do mundo; trata de defender os argumentos da existências de Deus, do problema do mal, do contra-ataque aos conceitos ateístas e agnósticos, e doutros mais. Atualmente é chamado de Filosofia da Religião.

Apologética Cristã

No sentido restrito que essa expressão contém quando empregada de modo exato, trata das conexões e conseqüências da relação cristã para uma compreensão racional do mundo e de nossa existência nele. Busca mostrar que a revelação, como a entendem os cristãos, não é incompatível com o exercício da razão, e constitui, sim valiosos auxílios e guia para a razão humana no seu anseio de compreender as coisas; e muito mais ainda, que a revelação não é uma ficção produzida pela imaginação dos cristãos, e sim, uma categoria baseada em fatos observáveis e em experiências identificáveis, quando corretamente interpretados.


III - Uma ilustração de que a apologética realmente é.


A apologética é parte de um grande trabalho. É possível uma pessoa desprender muito esforço em um trabalho apologético, defender a palavra de Deus, para responder perguntas, para argumentar com pessoas e tem tudo para ficar exaustas. Desânimo é uma realidade ao apologista. Há vitórias, pela graça de Deus, certamente. Mas há muitos encontros que simplesmente poderiam ser classificados como "improdutivos".
Para lhe ajudar a manter seus olhos no tópico real de apologética, eu ofereço a ilustração seguinte. A idéia é fazer com que você entenda que seu trabalho é como um apologista, como alguém que responde perguntas e objeções, e leva as pessoas para Jesus. Eu acredito que se você entender quem você é e o que é o seu 'trabalho', então você não será superado pelo desânimo caso não entendesse.
           

Apologética é como. . .

Apologética é como um campo. No centro do campo está um jardim. Este jardim tem uma porta e essa porta é Jesus. Há um caminho que conduz àquela porta. Dentro do jardim está a vida eterna na presença de Deus. Fora disto, porém, no campo, há pedras, pedregulhos, espinhos, cardos, vales, colinas, e muitos falsos caminhos que não conduzem a nenhuma parte.
O apologista mora no campo e aponta as pessoas para o verdadeiro caminho, podendo assim elas acharem o Jardim. O apologista busca remover os espinhos intelectuais e pedras emocionais que impedem as pessoas de achar o caminho da verdade para Deus. Também, há muitas pessoas que estão caminhando falsos caminhos (cultos, filosofias, etc.) que nunca chegarão àquele jardim. O apologista com suavidade guia a pessoa, remove os obstáculos, e aponta na direção do Jardim. Quando as pessoas chegam lá, é entre eles e Deus, se querem ou não entrar.
Imagine você como operário no campo. Não é seu trabalho salvar ninguém. É seu trabalho apontar o caminho. Você não é o único no campo. Os que chegam para o Jardim não é seu trabalho. Eles chegam lá. Você simplesmente os ajuda.

IV - Lógica em apologética


A lógica é normalmente importante em apologética. Para defender a fé, o cristão deve usar a verdade, fatos e razão apropriadamente. O cristão deve escutar as objeções e fazer comentários corretos acerca dos problemas levantados.
A lógica é simplesmente uma ferramenta no arsenal da apologética cristã. A lógica é um sistema racional. É o princípio de pensar corretamente para se chegar a conclusões corretas. É claro, algumas pessoas estão mais preparadas para pensar do que outras e não há qualquer garantia de que a habilidade de uma pessoa na lógica conseguirá a conversão de uma pessoa. A lógica não visa salvar uma pessoa. Jesus faz isso.
Então, o uso apropriado de lógica em apologética é vencer os obstáculos intelectuais que impedem uma pessoa de aceitar a Jesus como Salvador. A lógica não é vista como a resposta a cada problema que enfrenta a cristandade a cada objeção levantada. A lógica tem seus limites. Não pode garantir sabedoria. Não pode demonstrar ou pode negar inspiração ou amor. Não pode recolocar a intuição adquirida pela experiência do Espírito Santo, nem a clara verdade da palavra de Deus. Não obstante, a lógica é muito importante e realmente pode ser usada poderosamente por pessoas de ambos os lados da regeneração.

Os oponentes do cristianismo usam lógica

Algumas vezes, um oponente do cristianismo poderia usar problemas da lógica como um tipo de evidência contra a existência de Deus. Veja esta objeção bastante básica:
·         Proposição: Deus pode fazer todas as coisas.
·         Declaração: Pode Deus fazer algo tão grande que Ele não pode pegá-lo? Se Ele pode, então não pode fazer todas as coisas. Se Ele não pode, então Ele não pode fazer todas as coisas porque Ele não pode fazer uma pedra tão grande que Ele não pudesse pegá-la.
·         Conclusão: Já que Deus pode fazer todas as coisas e nós mostramos que há coisas que Ele não pode fazer, por conseguinte, Deus não existe.
Na superfície, esta lógica poderia ser difícil de contestar. Mas, tudo o que nós temos que fazer é pensar um pouco mais e poderemos ver que o problema afirmado acima não é lógico. Aqui está a resposta:
·         Proposição: Deus não pode violar Sua própria natureza; quer dizer, Ele não pode ir contra o que Ele é naturalmente.
·         Declaração: A natureza de Deus não o permite mentir, não ser Deus, etc.
·         Conclusão: Por conseguinte, a declaração que Deus pode fazer todas as coisas, não é verdade e a conclusão levantada contra Deus tampouco é verdade.
A lógica é uma poderosa ferramenta no testemunho, particularmente ao usar provas da existência de Deus. Veja a aproximação seguinte usando lógica:
1.    O Universo existe.
2.    O Universo não pode ser infinitamente velho porque se fosse, haveria entrado há muito tempo num estado de entropia.
A.    Entropia é a segunda Lei da termodinâmica que mostra que todas as coisas estão indo ao caos e estão perdendo sua energia. Em outras palavras, tudo está se degradando.
3.    Por conseguinte, o Universo teria um princípio.
4.    O Universo não poderia vir a si mesmo em existência.
5.    Algo antes do Universo e maior que o Universo teria que trazer o Universo à existência.
6.    Esse algo é Deus.
            Todas as provas lógicas para Deus tem forças e fraquezas. Mas, o cristão não deve ter medo de usar a lógica, razão e evidência ao defender a fé.

A lógica é uma área de concordância entre o crédulo e o incrédulo?

            A lógica é uma área de concordância. A lógica usada apropriadamente, sempre confirma as verdades encontradas na Bíblia e aponta a Deus - quer o incrédulo aceite isso ou não.
            A lógica pertence a Deus. Isto é porque Deus inventou o Universo, as leis físicas, matemáticas e todos os outros fenômenos naturais e verdadeiros nele. A existência tem uma ordem porque Deus a deu ordem. A lógica é verdade, não porque é lógica, mas porque é uma reflexão da natureza de Deus que é ordem e verdade. Por conseguinte, a lógica, finalmente, só pertence a Deus e só pode ser usada apropriadamente por Ele, em assuntos que pertencem a Deus, pelo cristão.
            Isto não quer dizer que um incrédulo não pode dominar a lógica, seja de matemática, melhor que um incrédulo. Há áreas de conhecimento comum a ambos e Deus tem dado algumas habilidades que outros não possuem. Nem é isto o que todos os cristãos afirmam, quando falam de Deus.
            O fato é que ninguém pode dizer que domina toda a lógica, no final. Em um mundo perfeito com pessoas infalíveis, pensar seria uma aventura maravilhosa que nos levaria mais perto da revelação da verdade de Deus. Mas, vivemos em um mundo caído.

A lógica é tudo?

            A lógica é tudo para o cristão? Não, não é. A lógica tem duas principais falhas:
- Primeiro, ela só é boa para quem está usando (ainda que não é uma falha na lógica).
- Segundo, a lógica não salva. Jesus o faz. Nós não podemos convencer alguém a ir ao Reino de Deus. É o Espírito Santo que convence do pecado e faz alguém de coração aberto entender a verdade (Jo 16:8).
            Mas se isso é verdade, então devemos nos irmanar e tentar conversar com incrédulos? Absolutamente sim.

Conclusão
            A lógica é uma ferramenta para o cristão. Não há nada para temer. De fato, se você aceita a verdade de que a lógica "pertence" a Deus, então deve ficar animado. Mas, não permita tornar-se um ídolo; quer dizer, não é a resposta ao problema. Como cristãos, nós necessitamos usar lógica, assim como a evidência, a oração, a palavra de Deus, amor, bondade, etc. em nossos esforços de ganhar pessoas a Jesus.


V - Oração em apologética

Um dos perigos do apologista é cair na armadilha de confiar em suas próprias habilidades intelectuais de convencer e levar alguém ao reino de Deus.
O orgulho se esconde no coração e assim não pode ser visto. Quando nós confiamos somente em nosso próprio conhecimento em vez da palavra de Deus, misericórdia e graça, nós caímos nessa armadilha. Não é a razão que converte, mas o Espírito de Deus. Não é a lógica que nos atrai a Deus, mas Jesus (Jo 12:32). Não é a evidência que convence uma pessoa de seus pecados, mas o Espírito Santo (Jo 16:8). É por isso que necessitamos confiar em Deus e confiar que Ele usará a nossa defesa da verdade para Sua glória e seu benefício.
Ignorar a oração na apologética é ser orgulhoso. É o Senhor que abre o coração e mente, não você (At. 16:24). Peça direção a Deus (Jo. 14:14). Peça bendizendo sua compreensão (Tg. 1:5) e seu discurso (Cl. 4:6). Peça ao Senhor que abra também sua compreensão a palavra de Deus (Lc.24:45). Isto é o que Ele faz.

VI - Há diretrizes para se fazer apologética?

A maioria das disciplinas tem regras e pautas que ajudam a uma pessoa realizá-la melhor. De fato, poderiam produzir-se guias para a maioria. Por que a apologética deveria se diferente?
            A seguir veremos algumas coisas que tenho encontrado ser muito úteis em desenvolver as habilidades apologéticas. A apologética é uma combinação do quer você sabe e é.
Aqui estão algumas regras.
  1. Ore - é o Senhor que abre o coração e mente, não você (At. 16:14). Peça direção a Deus (Jo. 14:14). Peça bendizendo sua compreensão (Tg 1:5) e seu discurso (Cl. 4:6). Peça ao Senhor que abra também sua compreensão a palavra de Deus (Lc. 24:45).
  2. Memorize a Escritura - Poucos coisas são tão poderosoas para defender a fé como poder citar o capítulo e versículo de um verso particular (Sl. 119:11; 2 Tim. 3:16).
  3. Memorize as fontes de informação se a sua fonte é material, secular ou qualquer outra fonte que você tem. É muito valioso saber material de diferentes disciplinas. Claro, você não pode saber tudo, mas você pode memorizar uns fatos pertientes ao Mormonismo, evolução, filosofia, Bíblia ou outro ponto que necessitar. Você aprenderá o que precisa quando der seu testemunho.
  4. Escute o que está sendo dito a você - e responda ao que se diz. Ouvindo você saberá o que dizer depois. Escute para erros na lógica. Escute para os motivos, para os pedidos, para a intenção. Escute.
  5. Não interrompa - Isto simplesmente é pouco cortês. Você precisa ganhar o direito de falar. Simplesmente poque você tem um resposta não signidica que deve ouvir-se em seguida. Quando a interrupção se torna uma norma, o aprendizado vai pela janela.
  6. Não tenha medo de cometer erros - Uma das maneiras mais corretas de melhorar é descobrir suas fraquezas. A melhor maneira de descobrir suas falhas é quando os erros se mostram a você.
  7. Estude o que você não sabe - Se você não sabe algo, então estude-o. Consiga livros e leia-os. Anote o que você aprende.
  8. Não tenha medo de se arriscar - Isto torna a fé real. Tudo o que você tem que fazer está disponível, fale e arrisque-se defendendo a fé cristã. Você se surpreenderá com o bem que você faz. E quando você se confundir, não se preocupe, veja o item #6.
  9. Ensaie - Talvez o melhor lugar para fazer apologética está em sua cabeça. Pense em uma situação, um cenário que você precisa ter uma resposta e desenvolva a resposta. Pratique em sua mente. Prove e colque-se numa situação e saia dela.
  10. Leia livros que tratam do que você precisa saber - O conhecimento de outros é inestimável. Isaac Newton disse: "Se eu tenho alcançado as estrelas, é porque eu tenho estado de pé nos ombros de gigantes." Em outras palavras, ele aprendeu de outros.
Basicamente, as pautas são do bom senso. Tudo o que você tem que fazer é tentar, não se preocupe com o fracasso, siga em frente, ore e confie em Deus. Funciona.


VII - O argumento cosmológico


O argumento cosmológico tenta provar que Deus existe mostrando que não pode haver um número infinito de regressões de causas as coisas que existem. Declara que deve haver uma causa final de todas as coisas. Esta causa afirma ser Deus.
O argumento cosmológico toma várias formas mas se representa basicamente como se segue.

Argumento cosmológico

1.    As coisas existem.
2.    É possível essas coisas não existirem.
3.    Qualquer coisa tem a possibilidade de não-existência, todavia existe, se foi causada existir.
A.    Algo não pode vir a existência desde que deve existir para se vir a existência o que é ilógico.
4.    Não pode haver um número infinito de causas para se trazer algo a existência.
A.    Porque uma regressão infinita de causas não tem nenhuma causa inicial que significa que não há nenhuma causa de existência.
B.    Já que o Universo existe, deve haver uma causa.
5.    Deve haver uma causa de todas as coisas, portanto.
6.    Essa causa deve ser Deus.
Tomás de Aquino (1224-1274) tinha uma versão do argumento cosmológico chamado Argumento do Movimento. Ele declarou que as coisas em movimento não puderam vir a movimento mas devem ter sido causadas a movimento. Por isso, não pode haver uma regressão infinita de movimentos. Então, deve haver um Movedor. Este Movedor deve ser Deus.

Forças do argumento

As forças do argumento cosmológico estão na sua simplicidade e facilidade de compreender o conceito de que não pode haver um número infinito de causas para um evento. Alguns argumentos para a existência de Deus requerem mais raciocínio, terminologia e conceitos, mas este argumento é básico e simples. Assim, é absolutamente lógico afirmar que os objetos não se originam sozinhos e devem, por conseguinte, ter causas.

Fraquezas do argumento

Uma das fraquezas do argumento é que se todas as coisas necessitam uma causa para existir, então o próprio Deus também deve, por definição, necessitar de uma causa a existir. Mas isto só empurra para trás e implica que deve haver um número infinito de causas que não podem existir. Isto é paradoxal.
Assim, por definição, Deus é sem causa.

VIII - O argumento teológico


O argumento teleológico também é bastante conhecido como argumento de design. Declara que um Desenhista deve existir no Universo e que todas as coisas vivas exibem marcas de um plano em sua ordem, consistência, unidade e modelo.
            Uma analogia típica disto é o Relojoeiro que foi dado por William Paley (1743-1805) . O argumento é como se segue. Se você encontra um relógio no chão, você concluiria que ele foi desenhado e não produto do acaso. Igualmente, quando nós olhamos a vida e o Universo, é natural concluir que há um Desenhista que deu perfeição e ordem para a vida operarem. O olho é tipicamente usado como exemplo de design. É um maravilhoso desenvolvimento. Para que ele funcione, é necessário haver muitas partes individuais trabalhando juntas que, isoladas, não teriam finalidade alguma, servindo só ao todo. É só na sua totalidade que eles exibem sua função. O argumento de Paley é como se segue:
Os artefatos humanos são produtos de um plano inteligente.
O Universo se parece com os artefatos humanos.
Por conseguinte o Universo é um produto de um plano inteligente.
Mas o Universo é complexo e gigantesco, comparado com os artefatos humanos.
Há provavelmente, pois, um Desenhista poderoso e imensamente inteligente que criou o Universo.

Forças do argumento

Este argumento é simples de entender e tem um mérito pois os humanos são projetistas por natureza e é natural pensar em termos de coisas que tem propósito. É também consistente com Rom.1:20,
Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis;
Eu creio que o argumento teleológico tem grande peso porque é consistente com as Escrituras. A Bíblia mostra que nós somos feitos à imagem de Deus. Então, há certas coisas para as quais nós pensaremos. Ainda que o incrédulo negue a verdade de Deus em seu erro (Rom. 1:18-32), a verdade está ali.
Além disso, os evolucionistas tem dificuldade em explicar o aparente design dos olhos, coração e cérebro onde muitas partes diferentes formam o todo. Estas partes individuais não tem nenhum propósito exceto quando funcionam juntas. Como a evolução explica estes detalhes? Até agora, não pôde.

Falhas do argumento

A idéia que o Universo é desenhado é subjetiva. As diferentes observações no mundo natural podem produzir diversas teorias de sua existência. Assim, esta prova se constrói na analogia. Se nós encontrarmos coisas no Universo que são caóticas, não há então nenhum Desenhista por analogia.

IX - FÉ E RAZÃO


1 – O CLÁSSICO CONCEITO CRISTÃO DA REVELAÇÃO E SUA REVELAÇÃO PARA COM A RAZÃO

A razão por si não pode descobrir a verdade acerca de Deus e do destino humano, e, mesmo quando tropeça em verdades particulares, não pode ela com certeza saber que não são falsas, não obstante, quando a razão é guiada pelos conceitos da revelação cristã, pode ela edificar uma filosofia verdadeira, à medida que avança, ainda que sempre seja limitada pelas diferenças de nosso conhecimento empírico. Na filosofia, quer-se dizer que a razão deve ser justificada ou corrigida pela fé; sem fé cristã, a filosofia poderia, até certo ponto, se aproximar da verdade, mas não poderia saber que assim o fez. O progresso atual da história da filosofia, contudo, nos mostra que ela mais facilmente conduz ao erro positivo ou a um caticismo radical.

2 – COMPREENSÃO CRISTÃ DA RELAÇÃO ENTRE REVELAÇÃO E RAZÃO

De acordo com o desenvolvimento central e totalmente consistente da compreensão cristã da relação entre revelação e razão, esta se torna frutífera capaz de alcançar uma idéia relativamente defensável do universo e do propósito da existência humano nele, quando guiada pelos princípios de fé cristã. Isto não quer dizer que a fé supre os dados (datas) do conhecimento empírico do conhecimento ficam sendo a função das ciências empíricas inclusiva a teologia.

3 – A FÉ E SUA LIGAÇÃO COM A RAZÃO

É o próprio Deus que criou a possibilidade de aceitarmos a nossa capacidade de responder com a nossa fé (II Co 3.5); a liberdade de usarmos recionalmente nossa razão e consciência que reflete naquela luz que alumia a todo homem que vem no mundo – são pontos  de conexão de Deus com os homens.

CONCLUSÃO
 A fé, então, está necessariamente ligada a razão, e uma não pode ser compreendida sem a outra, falar-se em “Razão sem fé” é ignorar a própria natureza e a estrutura da razão, é ainda negar a fé a sua função mais importante, que é a de possibilitar assentimento racional à fala de Deus. O nosso conhecimento de Deus nesta vida é essencialmente um conhecimento racional, possibilitando pela fé na revelação bíblica. A apologética cristã com muita razão, fugiu de todos os argumentos tirando da experiência mística como base dum direito imediato conhecimento de Deus pela alma humana.
O conhecimento de Deus, como a Bíblia e a Igreja entendem, é medido pela palavra, isto é, pela comunicação de Deus, como ser racional, como outros seres racionais. A categoria final do Novo Testamento para a compreensão do comunicado de Deus ao mundo em Jesus Cristo é o conceito de Cristo como a palavra encarnada de Deus. O conhecimento que temos de Deus é um conhecimento mediato, e único mediador é Cristo (Rm 10.17). 

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Fontes:
Apologetics to the Glory of God, by John Frame, P&R Publishing, Phillipsburg, New
Jersey, 1994.
Baker Encyclopedia of Christian Apologetics, by Norman Geisler, Baker Book House,
Grand Rapids, MI, 1999.
Christian Apologetics, by Norman Geisler, Baker Book House, Grand Rapids, MI,
1976.
 The New International Dictionary of the Christian Church, ed. J. D. Douglas,
Zondervan, Grand Rapids, MI, 1978.
Baker Encyclopedia of Christian Apologetics, by Norman Geisler, Baker Book House,
Grand Rapids, MI, 1999.
Christian Apologetics, by Norman Geisler, Baker Book House, Grand Rapids, MI,1976.
The New International Dictionary of the Christian Church, ed. J. D. Douglas,Zondervan, Grand Rapids, MI, 1978.
 


 




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