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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Somente Cristo Justifica (Agostinho)

Somente Cristo Justifica
Santo Agostinho
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto


A observação de Agostinho sobre a justificação é uma das mais importantes
citações sobre o assunto antes do movimento da Reforma.
“Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os
homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça
sobre todos os homens para justificação de vida” (Rm 5.18). Essa “uma só
ofensa”, se somos tendentes à “imitação”, pode ser apenas a ofensa do diabo.
Visto que, contudo, isso é manifestamente falado em referência a Adão, e não
ao diabo, segue-se que não temos nenhuma outra alternativa, senão entender
que o princípio da propagação natural, e não aquele da imitação, está aqui
implícito. [XIV.] Ora, quando ele diz em referência a Cristo, “um só ato de
justiça”, ele tem declarado mais expressamente nossa doutrina do que se
dissesse, “um só ato de retidão”; porquanto ele menciona aquela justiça pela
qual Cristo justifica o ímpio, e a qual não propôs como um objeto de
imitação, pois ele somente é capaz de efetuar isso. Ora, era absolutamente
apropriado o apóstolo dizer, e diz corretamente: “Sede meus imitadores,
como também eu sou de Cristo” (1Co 11.1); mas ele nunca poderia dizer:
“Sede meus justificados, como também eu sou por Cristo”; – visto que pode
existir, e de fato realmente existem e têm existido, muitos que eram retos e
dignos de imitação; mas ninguém é justo e um justificador, mas Cristo
somente. Portanto, está dito: “Mas, àquele que… crê naquele que justifica o
ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça” (Rm 4.5). Ora, se algum homem
tivesse em seu poder confiantemente declarado, “eu te justifico”, segue-se
necessariamente que ele poderia dizer também, “creia em mim”. Mas nunca
esteve no poder de nenhum dos santos de Deus dizer isso, exceto o Santo dos
santos, que disse: “Credes em Deus, crede também em mim” (Jo 14.1); de
forma que, visto que é ele quem justifica o ímpio, ao homem que crê naquele
que justifica o ímpio, sua fé é contada como justiça”.

Fonte: Saint Augustine's Anti-Pelagian Works, A
Treatise on the Merits and Forgiveness of Sins and on the
Bap, Book 1, Chapter 18.
www.monergismo.com

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Nothing else matters - tradução ao som do violino de David Garret




Nothing Else Matters

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know

I never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

Never cared for what they say
Never cared for games they play
Never cared for what they do
Never cared for what they know
And I know, yeah

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Nada Mais Importa

Tão perto, não importa o quão distante,
Não poderia ser muito mais (distante) do coração.
Eternamente confiando em quem somos
E nada mais importa.

Nunca me abri deste jeito,
A vida é nossa, nós a vivemos do nosso modo
Todas estas palavras, eu não digo apenas (por dizer)
E nada mais importa.

Confiança eu procuro e encontro em você
Cada dia para nós é algo novo.
Mente aberta para uma concepção diferente,
E nada mais importa.

Nunca me importei com o que eles fazem,
Nunca me importei com o que eles sabem,
Mas eu sei.

Tão perto, não importa o quão distante
Não poderia ser muito mais (distante) do coração.
Eternamente confiando no que nós somos
E nada mais importa.

Nunca me importei com o que eles fazem,
Nunca me importei com o que eles sabem,
Mas eu sei.

Nunca me abri deste jeito,
A vida é nossa, nós a vivemos do nosso modo
Todas estas palavras, eu não digo apenas (por dizer)
E nada mais importa.

Confiança eu procuro e encontro em você
Cada dia para nós é algo novo.
Mente aberta para uma concepção diferente,
E nada mais importa.


Nunca me importei com o que eles dizem,
Nunca me importei com os jogos que eles jogam,
Nunca me importei com o que eles fazem,
Nunca me importei com o que eles sabem,
E eu sei, yeah.

Tão perto, não importa o quão distante
Não poderia ser muito mais (distante) do coração.
Eternamente confiando no que nós somos
E nada mais importa.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Crônica do Amor





Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim. 

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Arnaldo Jabor

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Uma carta aberta aos pais (um lamento e um alerta pela morte do pequeno do David)


Uma carta aberta aos pais (um lamento e um alerta pela morte do pequeno do David)



     Esta semana um acontecimento trágico ocorrido dia 22 quinta feira, colocou fim à vida do pequeno David, fato este que me abalou profundamente, talvez porque eu tenha um filho da mesma idade, mas não só por isto, mas por eu ser humano e estar sempre aprendendo a comungar da dor de meu próximo. Quero primeiro prestar minhas condolências à família do pequeno David e dizer a seus pais que não sou capaz de alcançar a dor pelo qual eles estão passando. É algo inimaginável que só quem sente sabe a dor que causa tamanha perca. Inda mais sendo da forma que foi, com a arma do próprio pai. Amado, receba meu abraço, sou militar e por isto sei como é ter uma arma em casa, embora eu não mais possua uma.
                Bom não quero alongar-me nesta carta que é um lamento e um alerta a nós pais, não quero jamais que esta carta venha a ser interpretada como oportunista, mas um lamento e um alerta de um pai que poderia estar passando pela mesma dor.
                Quero fazer um alerta para que nós pais estejamos sempre vigilantes com o que nossos filhos têm visto na televisão, na net e principalmente nos vídeo games, pois é sabido como isto pode influenciar de forma negativa uma criança. Eu tendo um filho com esta idade, não consigo ver como uma criança em tão tenra idade pôde ou pode conceber tamanha agressão, não só contra a sua professora, mas principalmente contra sua própria vida.
Outro fato que me chama a atenção é o motivo especifico que o levou a tal atentado contra aquela professora propriamente dito, pois já é de conhecimento que são três professoras. Fico me perguntando, porque contra aquela e não contra a primeira ou a segunda que estiveram na sala antes? Bom, não quero acusar a professora sem sequer conhece-la (espero que esteja bem e em plena recuperação), mas como tenho dois filhos nem escola pública sei bem como funciona e como as professoras tratam seus alunos. Na escola onde meus filhos estudam tivemos que nos dirigir à direção da escola para que mudasse meu filho caçula de sala, isto porque o simples fato da professora fazer um pedido se transformava em ordem para ele, a ponto do pequeno (apenas sete anos) chorar caso não fosse possível atender ao pedido (ordem) da professora (cito como exemplo, pedidos de prendas e coisas assim para que os alunos levassem para escola). O medo de meu filho fez com que eu observasse com mais atenção como a professora tratava não só meu filho, mas também a outros alunos. E confesso fiquei estarrecido com o que vi. E é para isto que eu quero chamar a atenção, para que nós pais possamos perceber qualquer mudança de comportamento de nossos filhos, pois em alguns casos, o buylling  vem da educadora e não de colegas de classe, é lamentável mas é esta a dura realidade das escolas publicas.
Termino esta carta fazendo um pedido a nossos governantes para que olhem para nossas crianças que são o futuro de nosso país e invistam mais em educação e que escolham professores aptos para o ensino e que além de mestres sejam humanos.
Deixo uma pergunta:
Como será o futuro de nosso país se não houver uma mudança radical nas mentes de nossos governantes?
Aos pais do pequeno David digo que nada pode aplacar tal dor, sei que se sentem abandonados por Deus, mas na verdade só Ele pode ajudar a superar tamanha dor.

De um pai que muito se comoveu com este trágico acontecimento,

Anderson Luiz de Souza.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

OS APÓSTOLOS INVENTADOS (By Pedro Rocha)

OS APÓSTOLOS INVENTADOS
 
Apostolos é derivado de apostellö – verbo grego enviar. Foi usado pela primeira vez na linguagem marítima que significa um navio de carga ou uma frota enviada. Depois o termo passou a ser usado para um comandante de uma expedição naval. Somente em duas passagens em Heródoto é que apóstolo significava um emissário como pessoa individual. Flávio Josefo emprega a palavra para um grupo enviado numa missão (Os judeus enviados para Roma – Ant. DITNT, Colin Brown). O primeiro a usar a palavra no NT foi o primeiro evangelista. Marcos chama os discípulos de Jesus de apostoloi (Mc 6.30). Da mesma forma, todos os outros evangelistas sinóticos os chamam também (Mt 10.2; Lc 9.10; At 4.33). João, no seu Evangelho, apenas os chama de hoi dödeka / os Doze (Jo 6.67-70); porém, no Apocalipse João deixa claro que os reconhecia como ton dodeka apostolon tou arniou / dos doze apóstolos do Cordeiro (Ap 21.14). Nas cartas do Apocalipse, Jesus reconhecia que alguns se diziam apóstolos, mas não eram de fato. Ele os chamou de mentirosos (Ap 2.2). Tiago, Barnabé e Paulo foram considerados pela Igreja como apóstolos na mesma autoridade dos doze de Jesus. O próprio Lucas o reconheceu como apóstolos juntamente com Paulo (At 14.14). Paulo também tinha plena convicção que Barnabé era um apóstolo (1 Co 9.5,6). O contexto era de apóstolos reconhecidos pela Igreja, pois ele fala de Cefas, os irmãos do Senhor e inclui Barnabé como fazendo parte desse círculo. Na carta aos Gálatas, Paulo novamente cita Barnabé num contexto de apóstolos com autoridade reconhecida (Gl 2.9). Portanto, fica claro que além dos doze apóstolos, havia um grupo que a Igreja reconhecia como apostoloi tou Christou encerrado em Paulo. Ele afirma isso quando diz que era um nascido fora do tempo (1Co 15.8), mostrando que Deus já tinha fechado o círculo de apóstolos autorizados na comunidade dos cristãos e que ele era o último comissionado.

A PALAVRA APOSTOLOS SENDO USADA NO SENTIDO GERAL

Apesar de que a palavra apostolos tenha tido um sentido técnico de enviado com autoridade de Cristo e sua designação limitada a somente alguns poucos da Igreja de Cristo, essa palavra foi usada no NT para enviado, servo como em Fp 2.25 que Paulo chama Epafrodito de apostolos. Os tradutores entenderam muito bem que o sentido era de um mensageiro, um enviado apenas, não um título ou um dom. João também coloca essa palavra nos discursos de Jesus quando escreve em Jo 13.16: nem o enviado maior que aquele que o enviou. Deixa claro que essa palavra ainda era usada na sua forma mais simples como alguém que era enviado para algum serviço ou um mensageiro de confiança. Jesus, nesse texto, confirma que todos nós podemos ser um enviado / apostolos.

Os apóstolos que são ordenados hoje em dia, são bem diferentes, veja o porque estou dizendo isso:
Exigem autoridade acima dos pastores e
Geralmente são de igrejas grandes e poderosas
ou líderes de mega ministérios.
Há uma hierarquia: os apóstolos ficam acima dos bispos e esses acima dos pastores.
Há aqueles que precisavam ter um título acima dos apóstolos.
Como não havia na Bíblia, criaram a seu bel prazer o nome de “paipóstolo”.
Esse tipo de comportamento já desqualifica o que significava a palavra em si.

A INTERPRETAÇÃO DE EFÉSIOS 4.11

Tem-se que admitir que esse texto não é tão fácil de interpretação. Por isso a razão de tanta polêmica. Ao que parece os ministérios eram claros na igreja local e que não se precisava explicar detalhes. Porém, precisa-se fazer uso da Hermenêutica e da Exegese para que se possa perceber a intenção de Paulo. Uma regra de Hermenêutica clara de interpretação é atentar primeiramente para o contexto imediato do parágrafo e do livro. A comunidade cristã era ensinada que os apóstolos eram um número limitado, por isso que Paulo sempre começava suas epístolas com a famosa frase apostolos tou Iesou Christou / apóstolo de Jesus Cristo (Ef 1.1). Quando Paulo fala em apóstolos e profetas, precisa-se analisar que é na mesma designação dos textos do mesmo livro Ef 2.20 e 3.5. Paulo explica que a Igreja estava sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo Cristo a Pedra Angular. A Igreja estava consciente de que não havia mais apóstolos com autoridade dos doze além daqueles poucos que Deus escolheu. Partindo disso que se pode analisar Ef 4.11. Não é porque Paulo incluiu os apóstolos e profetas entre evangelistas, pastores e mestres que obrigatoriamente Paulo esteja dizendo que tenha que ter apóstolos e profetas na igreja local, pois Paulo estava escrevendo de uma forma abrangente que Jesus concedeu dons aos homens (Ef 4.8) (o profeta que se fala aqui é aquele que tinha a autoridade de falar a Palavra de Deus inspirada). Isso implica dizer que essa abrangência incluiria até os apóstolos e profetas de número limitado. O que se entende é que Paulo deu a primazia aos fundamentos das Escrituras em primeiro lugar. Seria como se Paulo dissesse: Deus escolheu em primeiro lugar a sua Palavra falada pelos apóstolos e profetas, depois os evangelistas, pastores e mestres. Portanto, é duvidoso que haja apóstolos na igreja local simplesmente porque são citados juntamente com outros dons. No contexto do Novo Testamento ninguém poderiam ser apóstolo além daqueles que foram designados por Deus, pois eles eram os únicos que tinham autoridade de falar a Palavra de Deus com fidelidade. Assim sendo não posso concluir senão dizendo que o que passa disso é invenção dos evangélicos que querem um PAPA sobre eles e líderes que se candidatam e se promovem em cima da ingenuidade e do analfabetismo bíblico e teológico dos fiéis.

domingo, 25 de setembro de 2011

Unção apostólica, isto é bíblico? (By Anderson de Souza)

Comentário a respeito da tal “unção apostólica”
(Mais um troll gospel)



O que é unção?

Nos tempos da Antiga Aliança, reis, profetas, sacerdotes e coisas (colunas, objetos, etc.) eram ungidos (Gn 31.13; Êx 30.26-30; 40.15; 1 Sm 10.1; 1 Rs 19.16; Sl 133). A unção simbolizava consagração de pessoas ou coisas ao Senhor. Mas, no Novo Testamento, Jesus afirmou, após ter lido um trecho de Isaías (61.1-2), que a profecia quanto à unção do Espírito sobre a sua vida tinha se cumprido (Lc 4.18-21). Deus o ungira, no plano espiritual, e isso em si já era o bastante para o cumprimento de sua missão na Terra (At 10.38).

Por conseguinte, vejamos uma variante deste termo: UNGIDO

O adjetivo “Ungido” aparece em nossas Bíblias uma única vez (At 4.26). No grego esse adjetivo é “christós”, ou seja, Cristo. Sim! Cristo significa Ungido! E a palavra “Cristo” aparece em nossas Bíblias 532 vezes! Todas se referindo ao nosso Salvador.

Somente uma única vez a palavra unção é usada para se referir a “crentes”: II Coríntios 1:21
21 - Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus,

Esta pequena definição serviu de guia para entrar no assunto propriamente dito: “A unção apostólica” O que dizer disto? É bíblico? E as outras unções? Afinal hoje há tantas (emo)unções que poxa! Até nos perdemos em meio a tanta apostasia.

Na realidade o que acontece hoje nas igrejas é uma necessidade de ser diferente, especial, ser mais que pastor, mais que o outro mais e melhor sempre. Ser um crente de “primeira grandeza” um “ungido”! Fazer separação entre ungidos e não ungidos.   O estranho é que Cristo (o Ungido), veio nos ensinar a ser humildes, servos uns dos outros e não o que temos visto hoje.

Olhando o significado da palavra apóstolo vemos que se trata de ser um mensageiro, um enviado especial que fala em nome daquele que o enviou. Então poderia eu dizer que todos nós temos a mesma unção? Ou melhor, A ÚNICA UNÇÃO?  Claro! Vejamos outra vez os versos de II Coríntios 1

21 - Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus,
22 - O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.

E ainda o texto de 1 João: 2

20 - E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo.
27 - E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis.

Não há, portanto uma diferença de unção e muito menos várias unções. O que na realidade há é a unção do Santo, a única verdadeira e definitiva unção que o crente deve possuir (e esta não distingue pastores nem os demais, pois são para todos sem distinção), a unção do Espírito Santo. As demais não passam de invenção dos troladores gospel!

Cito ainda as palavras do apóstolo Pedro: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. (1Pe 2.9)

Há… são tantas (emo)unções…

Anderson L. De Souza

Licença Creative Commons
Unção apostólica, isto é bíblico? de Anderson L. De souza é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil.
Based on a work at andersoneaeleicao.blogspot.com.

sábado, 24 de setembro de 2011

Uma carta de repúdio aos pastores e a igreja (By Anderson L. Souza)


Uma carta de repúdio aos pastores e a igreja

 

            Tenho recebido de muitos pastores e amigos evangélicos por e-mail e através de minhas redes sociais, pedidos para que assine eletronicamente um abaixo assinado (feito por vários pastores, cito entre eles o pastor Silas Malafaia), contra a tão discutida PL122. Quero deixar claro e em poucas palavras minha postura em relação à posição que a igreja (dita noiva de Cristo), tem tomado em relação a este assunto.
            Discordo totalmente e penso que a igreja tem agido de forma não só imprudente, mas tola, intolerante e separatista. Pergunto aos amados pastores e aos membros que insistentemente discutem comigo chegando à loucura de agredir a minha família (por meios de mensagens e e-mails que recebo), com palavras torpes e de baixo calão, se algum dia esteve preocupada ou envolvida na conversão destes hereges homossexuais? Seria esta a postura que Cristo tomaria? Pergunto aos amados pastores (que infelizmente terei que fazer algo que eu prometi a mim mesmo jamais tornar a fazer, mas que se faz necessário nesta amarga carta que escrevo), os muitos que se encontram acima de seu peso ideal, pois bem, pergunto aos pastores (glutões e beberrões), aos pastores que em sua maioria se preocupam em como arrancar mais ofertas e dízimos de sua membresia e pregam engodo e mentiras, distorcendo a Palavra em favor próprio, escondendo as verdadeiras nuanças da infindável Graça Divina, se Cristo agiria como os senhores têm agido e levado a maioria da igreja a agir? A igreja está preocupada em ganhar vidas ou em dizer e apontar o que é pecado? Só nos falta agora escolher a quem Deus deve perdoar e remir com o Sangue de seu precioso filho, Jesus, o mesmo que comia e bebia com pecadores (chegou a ser chamado de glutão e beberrão por conta disto), este mesmo Jesus, perdoou a uma prostituta, quando a lei era clara em apontar-lhe os erros e sentenciá-la ao apedrejamento. Agora percebo algo, JESUS FOI CHAMADO DE GLUTÃO e BEBERRÃO! Então meus amados pastores, os senhores também podem ser chamados assim, não é mesmo? Se meu mestre foi, porque eu também não posso ser? (perdoem-me a ironia, mas um sorriso sarcástico surgiu em meus lábios). Mas voltemos ao cerne, busco lembrar quando foi que Jesus usou de repúdio e negou-se a curar, amar e perdoar aos excluídos. Entre seus discípulos havia pescadores, cobradores de impostos, mas não havia fariseus (a única classe que realmente tirava Jesus do sério), e para mim a igreja de hoje tem agido da mesma forma que os fariseus agiam! Apontando os erros dos outros, julgando, faltando apenas dizer ao próprio Deus a quem ele deve ou não “deixar” entrar na nova Jerusalém ou céu, como queiram.
            Penso que a igreja deve estar envolvida na evangelização, em levar as boas novas, estar envolvida em causas humanitárias, ajudar aos necessitados. Mas não! A igreja não se preocupa com os mais necessitados de seu próprio meio, vai se preocupar com os de fora? (rsrs) jamais!
            Penso que se continuarmos com esta postura ridícula, poderemos fechar as portas após o horário do começo dos cultos e por uma placa com os dizeres: - IGREJA SANTA REUNIDA, UM GRUPO FECHADO QUE NÃO TEM MAIS LUGAR PARA PECADORES! Certa vez lembro-me de ter participado de um culto onde um missionário se travestiu de mendigo e um membro da igreja (não sabendo que era um missionário querendo trazer uma mensagem de como a igreja trata os excluídos), ofereceu-lhe dez reais para que ele fosse embora! É isto que somos? Foi para isto que Deus me elegeu e chamou desde antes da fundação do mundo? Para ser um acusador e só preocupar-me com meu umbigo? Minha benção? Hoje começamos com abaixo assinado contra gays, amanhã não se aceita usuário de drogas, depois de amanhã a quem excluiremos de nosso seleto e santo meio?

            Sinto-me forçado perguntar: - Onde foi que a igreja escondeu o Jesus que aceitava o perfume de prostitutas? Que comia e bebia com pecadores? Que perdoava os pecados? Onde a igreja escondeu o Jesus que viveu sua humanidade se misturando em meio a todos, sendo tocado e tocando, e não como João Batista que se isolou no deserto?
            A igreja de hoje prega Jesus, mas se isola como João Batista! Pensem nisto.

Anderson L. de Souza

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O SENHOR DA DANÇA (Pr. Victor Orellana)





Nietzsche disse "Não acredito num Deus que não possa dançar"...

Talvez se não analisarmos o contexto social e talvez o que Nietzsche queria dizer com a expressão, talvez percamos o sentido do que ele objetivava. Acredito que Deus dançava em Jesus, mas é pertinente salientarmos que a religião sempre assumiu posturas austeras, as pessoas escutam sobre fé e já imaginam um código de regras em que são proibidas de beber, de dançar, etc. Devemos nos lembrar sempre que Jesus não transformou vinho em água, mas água em vinho, ele é um convite a uma valsa, e não vejo isso apenas simbolicamente, não é errado dançar, nem beber. Celebrar um Deus lúdico, que colocou a criatividade em nós é dissociar-se de velhas e caducas formas de imaginá-lo. Sobre os modelos errados de fé que carregamos, talvez seja necessário dizer o que o teólogo André Musskopf salienta quando diz que "devemos resgatar nossa corporeidade que foi sequestrada" por uma teologia que abomina o corpo e enfatiza só a alma, lembremo-nos dos graciosos cristãos Shakers que usavam da dança uma maneira de adorarem à Deus e festejarem-no, talvez se João Calvino crê-se num Deus menos juiz e mais dançarino, ele tivesse vivido mais o amor ao próximo e não tivesse castigado alcoólicos e jogadores, nem mandado matar "bruxas" e queimado na fogueira o antitrinitário Miguel Servet. Que tragamos sempre em nossas mentes que Deus não é repressor nem opressor, mas acima de tudo restaurador, amantíssimo, eternamente apaixonado pelo ser humano, não nos cansemos de usar metáforas humanas das melhores para entendermos o modo como ele se relaciona conosco. Hoje mesmo ele te estende a mão mais uma vez e te convida para uma dança, a dança da celebração da vida, um brinde à mesma, que jamais terminará, efetuando-se suas passadas para toda a eternidade.

Pastor Victor Orellana

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Quem será o pior: O diabo criado por Deus ou o Deus criador do diabo?






Meu Deus! Mas que calor infernal é este? Eu já não estou mais agüentando. Se ao menos pudesse pelo menos uma vez, por alguns segundos, sentir o refrescar da água geladinha em meu corpo. Beber um gole de água gelado? É o meu maior sonho e desejo.

Quanto tempo será que faz desde que eu cheguei aqui? Mil? Dez mil? Ou cem mil anos? Não sei, nunca saberei, mas o que importa mesmo saber sobre o tempo, pois o que é a contagem dos anos, meses e dias, horas e segundos, comparados com a eternidade?
Nossa! Só de pensar me dá uma angustia sem fim.

O pior de tudo é que aqui não tem pessoas normais para conversar, mas apenas os piores assassinos e estupradores de toda humanidade.
Mas acho que pior do que estas companhias é mesmo a total solidão eterna, mas confesso que até agora eu não consegui conversar com alguns deles, pois eu sinto o calor dos seus ódios, vejo terror e sangue em seus olhos.

Mas o que adiantaria conversar, se eu sinto uma dor ininterrupta, um calor imenso me queimar? Demônios por toda parte se revezam com seus tormentos, não me deixam em paz.
Os gritos, gemidos e choros não param por aqui, todos nós que fomos lançados pelo soberano neste inferno, não suportamos de tanto sofrimento, pois aqui “o fogo nunca apaga e o bicho nunca morre”.

Por falar em Deus, tenho ódio e medo dele, pois me lembro que quando sofri parada cardiorrespiratória e morri, fui levado até o trono Dele, contemplei sua face de ira, e minha culpa foi de não ter aceitado Jesus como salvador, não ter virado crente e passado a ser membro de uma igreja, não ter abraçado a “reta doutrina” com seus dogmas.

Então perguntei a Ele, se era justo eu ser lançado no fogo do inferno com os maiores monstros da humanidade, sendo que fui uma pessoa até boa em vida, ajudei meu próximo na medida do possível, claro, cometi alguns erros, mas até ai, tudo bem, porque quem é que não erra, não é mesmo?

Mas ele me disse que tinha que ser assim, porque afinal das contas, eu não tinha me tornado crente e aceito Jesus.
Então eu perguntei atônito para Ele que a questão toda não era os crimes cometidos, ou as justiças praticadas, mas sim, apenas aceitar ou não Jesus, e Ele balançou afirmativamente a cabeça.

Mas eu ainda repliquei dizendo que se Jesus era mesmo o único caminho para ser salvo, porque o onisciente, aquele que sabe de todas as coisas não resolveu mandar ele em pleno século da alta tecnologia, pois assim todas as televisões do mundo e demais veículos de informação, noticiariam a vinda de Jesus, e conseqüentemente mais pessoas saberiam, e não teriam assim bilhões sem ao menos ouvir o nome dele.

Ou então, não enviasse, pois se assim fosse, ninguém precisaria ter que saber sobre ele e nem muito menos acreditar nele, conseqüentemente ninguém seria culpado.

Mas Ele nada me respondeu.
Então eu continue dizendo uma ultima coisa:
“Se você realmente nós ama, porque então criou o inferno? Se você nos condenasse a alguns anos no mesmo, talvez se relativizasse a condenação, sendo mais justo ao determinar que a vida de cada um fosse o que determinaria sua própria quantidade de anos no inferno, mas não, decidiu que seria por toda eternidade.... onde estas sua justiça?”

Então sem mais nenhuma palavra, bateu o martelo condenando-me ao inferno por toda eternidade.
E agora, resta-me o desespero eterno, como também a sede por justiça, mas afinal, que sou eu mesmo para discutir se Ele é o todo-poderoso?

Quando de repente.....

Tocou o despertador e eu acordei encharcado de suor, com a bíblia aberta em cima de mim, justamente na pagina que falava do juízo final. Então sem hesitar, peguei o livro rasguei todo e jogue no lixo, e decidi que dali em diante, eu não leria mais aquelas porcarias, e passaria a ler muito mais poesias, poemas, romances e literaturas, pois minha alma rejeitou completamente o Deus juiz cristão.


Por Marcio Alves

A TRANSITORIEDADE DO DISCURSO TEOLÓGICO – A PREGAÇÃO DA REVELAÇÃO SEGUNDO AS EXIGÊNCIAS HISTÓRICAS DO SER HUMANO



Pastor Pedro Rocha

A palavra teologia vem da conjugação de TÉOS e LÓGOS, dois termos gregos. Poder-se-ia dizer que teologia é todo discurso acerca de Deus. Assim, por exemplo, foi denominado por Aristóteles em seu livro “Filosofia Primeira”, que hoje conhecemos com o nome de metafísica. Para Aristóteles o TÉOS seria objeto de pesquisa da maior de todas as ciências: a ciência do ser enquanto ser – esta que hoje denominamos de metafísica. Portanto, para ser estagirita – Aristóteles, a metafísica, ou seja, a filosofia primeira, é sinônimo de teologia.

Apesar de podermos falar de teologia em um sentido lato, tal como abordamos acima, atualmente o significado deste termo difere-se deste que expusemos. Teologia hoje é o discurso racional acerca de Deus a partir dos dados advindos de um livro revelado: Bíblia, Alcorão, etc. À teologia compete, portanto, a atualização dos dados revelados através do discurso (lógos), segundo as exigências históricas vigentes. Com isso, se mostra o caráter transitório do discurso teológico: a transitoriedade do discurso deve-se à transitoriedade própria da história humana, da cultura e de suas diversas problemáticas. Deus, por isso, deve sempre aparecer ao homem, através do discurso teológico, historicamente situado. Esta, última informação nos leva a perceber a imbricação necessária entre teólogo, revelação e história.

Não obstante à imbricação supracitada, não poucas vezes a teologia cristã se configurou de forma totalmente anacrônica em seus discursos e, conseqüentemente, em seus conceitos. A teologia cristã durante séculos, preocupou-se com o hyperurânio de Platão, com o motor imóvel de Aristóteles, com a cidade de Deus de Agostinho, menos com as problemáticas históricas que fatalmente orientavam a vida social do homem. É comum nos depararmos com textos clássicos da teologia e sermos levados às nuvens, aos céus, como, por exemplo, num texto de Irineu ou de S. Agostinho de Hipona. Mas, qual a razão disto? Isto ocorreu por mera vontade dos teólogos? Certamente, não.

A teologia cristã configurou-se de forma anacrônica por muito tempo, devido ao instrumental filosófico que ela utilizou para discursar acerca de Deus. Tal instrumental derivava-se da metafísica clássica que tem como característica formular conceitos anacrônicos, desconsiderando o caráter histórico do homem – ou seja, desconsiderando o homem enquanto ser histórico, que se faz (constrói) no tempo. A conseqüência disto, é que os dados da revelação cristã – Bíblia – foram entendidos como realidades atemporais e ahistóricas. Por isso, por muito tempo – certamente, também ainda hoje – entendeu-se Deus, Reino dos Céus, inferno, etc., como realidades totalmente transcendentais, totalmente destacadas dos processos e fases históricas da humanidade.

Esta forma de discurso acerca de Deus foi submetida à crítica com o advento da modernidade e do pensamento contemporâneo. A metafísica, que foi a “pedra angular” da teologia clássica, foi fortemente criticada a partir da modernidade. Descobriu-se, após séculos de especulação, a história como característica essencial do homem e a cultura como âmbito de toda construção histórica. Com isso, o pensamento ocidental, largou aquele transcendentalismo metafísico, tornando-se por isso mais imamentista. Isto influenciou fortemente a teologia. O encontro do homem com Deus – chamado pela teologia da GRAÇA – passou a ser pensado como realidade histórica: Deus se manifesta ao homem situando-se histórica e culturalmente, ou seja, o encontro de Deus com o homem difere-se na história em suas diversas épocas, e difere-se na pluralidade cultural que se dá no seio da humanidade. Obviamente, isto gerou uma certa relativização no discurso sobre Deus; porém, valorizou a historicidade como característica essencial do ser humano, além de valorizar a multiplicidade de formas de Deus se apresentar ao homem, superando, assim, o anacronismo clássico metafísico que norteava o pensamento teológico no entendimento da relação homem – DEUS.
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