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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Uma breve explanação sobre a Lei, a Graça e a homoafetividade.

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Uma breve explanação sobre a Lei, a Graça e a homoafetividade.


“Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante.” Levítico cap.18, verso 22. (Bíblia de estudo NVI).

                Este verso é o mais usado pelos evangélicos (que se prendem a pequenos trechos de uma Lei que somos incapazes e inabilitados para cumprir), para acusar de pecado a homoafetividade, mas se esquecem de ler e citar todo o restante do texto, abrangendo os capítulos anteriores e posteriores. Qual foi a intensão de Deus ao passar estes estatutos e leis aos homens? O que significava este código de santidade passado ao povo judaico (povo escolhido por Deus para que fosse manifesta ao mundo a sua Salvação, a saber, Jesus Cristo)?
                Este conjunto de leis e código de santidade para nada mais serviam a não ser para mostrar nossa total incapacidade e inabilidade em cumprir tal aliança firmada entre Deus e o povo escolhido, fazendo-se necessário, portanto, a Cruz, o sacrifício vicário de seu Filho Jesus. Estas leis e a aliança firmada com o povo judeu apontavam para Jesus, nada mais. E Jesus veio buscar e salvar ao que se havia perdido, ou seja, todos nós, pois “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. (Romanos 3:23). Deus vendo nossa condição de total incapacidade providenciou nele mesmo, nossa Salvação, derramando o sangue de seu único filho para a expiação de nossos pecados.

                É por isto que hoje ouso dizer com a autoridade de quem foi alcançada pela graça e pelo sangue do cordeiro que, Deus ao olhar para seus eleitos, não vê suas atitudes, não vê sua orientação sexual, não vê nossas falhas e pecados, mas sim, vê apenas o precioso sangue de seu Filho, sangue este suficiente para que Deus não impute sobre mim e sobre os que Ele escolheu, a sua Justiça, mas sim seu beneplácito. “Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade por intermédio de Jesus Cristo”. (evangelho de João 1:17).  Este é o grande evento da Bíblia, toda a Bíblia aponta para este fato: a Verdade que se revelou em Cristo Jesus, Ele é a verdade. E por intermédio de seu Sangue, nos foi dada a graça e a lei se cumpriu em Cristo Jesus. Não necessitamos, portanto, estarmos sujeitos à letra da lei para nos achegarmos a Deus, não mais precisamos de sacrifícios. “porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie”. (Efésios 2:8,9). Nada podemos ou precisamos fazer para merecer a graça, pois graça é favor imerecido. Onde antes havia pecado, segundo a lei, hoje superabundou a graça. Deus vê todos na mesma condição, seja homo, seja hétero.  Mas o Sangue de Cristo nos purifica de todo pecado. Admitir que Deus abomina sua criação, é crer num Deus imperfeito quanto ao que criou! E em Deus não há sombra de imperfeição nem de pecado.



 Anja_Arcanja
Colaboração: Priscila Anjo

Se existe um deus que conspira contra a liberdade humana, ele é meu inimigo – e eu dele” (Gondim)

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Uma breve explanação sobre a Lei, a Graça e a homoafetividade. de Rozana Anja Arcanja é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
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terça-feira, 30 de agosto de 2011

A PARÁBOLA DO BEM E DO MAL DA GRAÇA


A PARÁBOLA DO BEM E DO MAL DA GRAÇA


Mateus 19-20
 

O jovem rico que tentara brincar de vida eterna com Jesus, já havia ficado para trás. Também já havia acontecido aquela conversa de Jesus com os discípulos sobre a dificuldade humana do rico herdar o reino dos céus, sendo mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha; e os discípulos já tinham ficado chocados com tal afirmação; e já haviam perguntado: “Sendo assim, quem pode ser salvo?”

O que ainda não havia ficado para trás foi o olhar de Jesus, quando fitou os olhos deles, e lhes disse:

Isto é impossível aos homens, mas a Deus tudo é possível.

Então Pedro, tomando a palavra, disse-Lhe:

Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que RECOMPENSA, pois, teremos nós?

A resposta de Jesus foi cheia de misericórdia, porém, carregava também uma preparação para eles mesmos.

Isso porque os líderes religiosos de Israel achavam que os seguidores de Jesus—gente como Pedro—eram pessoas do último grupo humano.

Por isto, aos fariseus, Jesus fazia o dito “há primeiros que serão últimos; e últimos que serão primeiros” ser algo que chegava como uma ofensa a todos os sentidos.

Afinal, como entre aquela plebe que nada sabia da Lei poderia haver alguém que ficasse entre os primeiros?

Agora, porém, Jesus está falando com os discípulos, e a questão passou a ser de recompensa, tema que imediatamente leva o ser humano para o mesmo sentir dos fariseus; pois, pela recompensa se estabelece a “classe”—indo de primeiros à últimos.

Eis a resposta misericordiosa de Jesus, e que veio afofar as alminhas necessitadas de todos os humanos, que quase sempre precisam de alguma recompensa para ser.

Ele lhes disse:

Em verdade vos digo a vós que me seguistes, que na regeneração, quando o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, que sereis assentados também sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.

Israel será julgado pelos últimos na perspectiva de Israel, aquela “plebe que nada sabe da Lei”, como eles mesmos diziam então.

Minha esperança é que todos os apóstolos sintam a compaixão de Paulo, que afirmou preferir ele mesmo ir para a condenação do inferno, se isto trouxesse salvação para Israel.

Hipérbole, é claro! Paulo sabia Quem salvava quem. Ele apenas expressa compaixão visceral.

Ora, se prevalecer no coração apostólico a paixão misericordiosa de Paulo, todo Israel será salvo, conforme Romanos 9-11.

Então Jesus prossegue:

E todo o que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes mais, e herdará a vida eterna. Entretanto, muitos que são primeiros, serão últimos; e muitos que são últimos, serão primeiros.

Então, ato contínuo, Jesus olha para os discípulos e lhes diz:

Porque o reino dos céus é semelhante a um dono de casa, que saiu de madrugada buscando contratar trabalhadores para lavrarem a sua vinha.

Ajustou com os trabalhadores o salário de um denário por dia, e mandou-os para a sua vinha.

Por volta das nove da manhã ele saiu, e viu que outros estavam ociosos na praça, e disse-lhes: Ide também vós para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram.

Outra vez saiu, por volta do meio dia e depois às três da tarde; e fez o mesmo com outros que encontrou.

Quando já era quase cinco da tarde ele saiu outra vez e achou alguns homens à toa na praça, e perguntou-lhes: Por que estais aqui ociosos o dia todo?

Responderam-lhe eles: Porque ninguém nos contratou.

Então o homem lhes disse: Ide também vós para a vinha.

Uma hora depois deles chegarem para trabalhar, anoiteceu. Então o dono da vinha disse ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até os primeiros.

Chegando, pois, os que tinham ido por volta das cinco da tarde, e receberam um denário cada um.

Ao chegarem então os primeiros, pensaram que haveriam de receber mais, visto haverem trabalhado muito mais tempo; porém, receberam um denário cada um.

E ao recebê-lo, murmuravam contra o proprietário, dizendo:

Estes últimos trabalharam somente uma hora, e os igualastes a nós, que suportamos a fadiga do dia inteiro e o forte calor.

Mas o dono da vinha, respondendo, disse a um deles:

Amigo, não te faço injustiça; não ajustastes comigo um denário? Toma o que é teu, e vai-te; eu quero dar a este último tanto como a ti.

E ele prosseguiu:

Não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou é mau o teu olhar porque eu sou bom?

E concluiu:

Assim os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos.

Nesta parábola nós temos uma quantidade enorme de temas que são cobertos. Há nela a história da civilização, a história de Israel, a história da Igreja, e a história do processo de auto-percepção dos indivíduos.

Há cinco grupos de trabalhadores nesta parábola. Somente o primeiro grupo tinha um “acordo” Formal e Legal com o dono da vinha.

Três dos outros grupos foram acreditando na justiça dele. E o último grupo apenas respondeu a razão da ociosidade na praça, e atendei a ordem dele: Ide também vós para a vinha.

E eles foram, sem contrato, sem acordo, sem esperança de qualquer direito; apenas foram...

Assim é o Reino de Deus num mundo caído. Esta mensagem do Reino está se materializando hoje, em todas as dimensões antes por mim mencionadas, visto que há nela a história da civilização, a história de Israel, a história da Igreja, e a história do processo de auto-percepção dos indivíduos.

Esse processo do Reino está em curso. Naqueles dias eram os fariseus que melhor encarnavam o papel dos contratados da primeira hora. Eles achavam que eles eram aqueles que haviam “garantido” a vinha. Em seus corações havia a certeza de sua “oficialidade” para com Deus. Eles tinham um “contrato”.

E já que também se julgavam justos, achavam-se no direito de questionar a qualquer profeta que se fizesse acompanhar de gente tão estranha e vadia; sim, gente que nunca nada havia feito pela Causa da Vinha. Mas, sobretudo, eles criam que seus esforços de manutenção estrita do contrato legal—a Lei de Moisés—lhes dava direitos e muitas vantagens; afinal, eles eram os primeiros.

Portanto, a parábola caiu direto na cabeça dos religiosos dos dias de Jesus, e que murmuravam Dele, do que dizia, fazia, e da misericórdia transgressora que Ele praticava.

Os que foram esperando receber justiça nada reclamaram. Afinal, no Reino, o pior que pode acontecer é justiça.

Então vem o grupo que não esperava nada. Eles eram aqueles que foram para serem salvos de sua própria vadiagem e falta de propósito, visto que ninguém os chamava; e eles mesmos já não criam que seriam chamados para nada. Portanto, quando foram chamados, nem pensaram em recompensa, mas apenas viram no chamado a própria recompensa.

Os da Lei vêem isto e se ofendem. É injusto. Eles julgaram que o tempo lhes dava direitos societários na vinha, e que o salário virara apenas uma questão de bônus proporcionais ao tempo de serviço e ao esforço feito.

Do ponto de vista sindical eles seriam modernos!

Mas o Reino não é um sindicato; visto que o dono da vinha é o Justo, e a Ele tudo pertence; inclusive a oportunidade de dar o trabalho.

A doença deles era a Justiça Própria. E o problema deles era o Ressentimento e a Inveja.

Justiça própria é a doença da espiritualidade que julgue que possuiu um Acordo com Deus.

Ressentimento é o sentimento que habita o coração de todo aquele que é cheio de justiça própria, e que fica com raiva de Jesus e dos que Ele perdoa.

Afinal, que justiça há no perdão senão aquela que o homem que a si mesmo se chama justo considera como injustiça?

Perdão não é Justiça. Perdão é a injustiça que a misericórdia pratica!

A inveja é o resultado dessa competição com aquele que o “justo”, ou o “direito”, ou o “legal” chama de “vadio da última hora”; ou chama ainda de “ocioso da graça”.

É a mesma doença do irmão mais velho da parábola do filho pródigo.

É a mesma doença da mulher de Ló.

É a mesma doença dos irmãos de José.

É a mesma doença de Saul.

É a mesma doença dos sacerdotes em seu ódio contra os profetas.

É a mesma doença dos fariseus em relação aos publicanos, pecadores, pescadores, meretrizes, Zaqueus, Madalenas, Pedros, e gentios.

É a mesma doença do Sinédrio de Israel, “pois por inveja O entregram”.

É a mesma doença de Sallieri em relação a Mozart.

É a inveja...

Aquilo que os que não esperam nada, senão significado, transforma-se em alegria e festa; para os da Lei significa injustiça, ressentimento, e inveja.

Assim, o Reino comete a injustiça da misericórdia; visto que a justiça é apenas o que é; porém a misericórdia faz o que não é, passar a ser. Por isto é que a misericórdia triunfa sobre o juízo.

É por esta razão que eu não creio nos contratos que os homens crêem que têm com Deus.

Eu prefiro a surpresa. Afinal, que pacto tenho eu feito com Deus, senão o pacto que Ele fez comigo?

Ele fez uma aliança comigo. Eu apenas bebo do cálice.

Os da Lei receberam conforme o contratado; e, segundo Paulo, não é um bom negócio.

Mas os da Graça—esses que simplesmente crêem—haverão de receber infinitamente mais do que qualquer coisa; e melhor será para eles se não pedirem para si mesmos nada; deixando tudo com Ele.

Há muitas coisas na terra, no céu, em baixo da terra, no presente, no porvir, no mundo espiritual, e, certamente, também há criaturas, que podem me separar de meu amor por Deus.

Todavia, nenhuma dessas coisas pode me separar do amor de Deus por mim. Isto, porque eu sei que é Ele quem garante a minha vida; e eu não quero Dele nada, senão significado para ser, Nele; e não tenho nada a comparar; e nem ninguém que eu ache que está no meu lugar; e nem me apresento a Ele com nenhuma expectativa. Tudo que vier de Sua boca para mim, eu sei, é bom.

Todavia, a parábola de Jesus não ficou condicionada ao tempo e ao espaço. Ela é viva. Daí Jesus ter dito também aos discípulos que soubessem que também entre eles essa doença pegaria. E que, portanto, o mesmo que se dizia aos fariseus e autoridades religiosas que julgavam a eles, os discípulos; também os próprios discípulos poderiam vir a dizer uns dos outros, e praticar uns contra os outros; e pior contra o próximo.

Assim, em cada fariseu pode haver um discípulo—Saulo de Tarso nos dá testemunho disto. Mas também em cada discípulo pode nascer um fariseu.

Desse modo, a advertência escatológica feita por Jesus incide sobre todos os homens, cristãos, e não cristãos. E é um princípio que Ele aplica no mundo inteiro.

Afinal, Jesus está falando do Reino de Deus, não de Israel e nem da Igreja apenas.

O Reino Deus acontece sobre tudo o que existe. E se esse é um princípio do Reino, sua obediência deveria nos fazer esquecer todos os contratos e todas as barganhas com Deus, e a nos desvestirmos de todas as nossas certezas e presunções; e, assim, entregarmo-nos sem complicações apenas aos cuidados da Graça de Deus.

Se Ele quiser dar a todos o que deu ao melhor de todos nós, que assim seja. Afinal, quem entre nós jamais mereceu qualquer coisa?

Senhor, basta-me ouvir-te gritar da Cruz: Tetelestai!

Estou satisfeito com os tesouros que não me prometeste; exceto depois que fiquei sabendo que já eram meus!



Caio

domingo, 28 de agosto de 2011

Imagem da semana para reflexão - acrescida de uma crônica.


Recebi esta imagem por e-mail de um amigo. Reflitam bem nela. É a mais pura verdade. Eu mesmo estive por muito tempo preso as mazelas mentais de meu passado. Tanto num passado distante, como também num passado não tão distante. Estive preso a nada! E nada significa coisa nenhuma. Estive preso a minha própria mente. Não que minha mente não seja nada ou coisa nenhuma, mas trato de coisa nenhuma ou nada, este passado que para que eu seguisse meu caminho, não podia ter um peso representativo no meu presente, de modo que não viesse a afetar o meu futuro. Descobri isto um pouco tarde, mas nunca é tarde para recomeçar! Como se diz em nossa amada bandeira mineira “Libertas quae sera tamen”, que traduzido é “liberdade mesmo que tardia!” 

Mudando um pouco a linha de raciocínio e pensando um pouco um pouco mais, digo a mesma coisa quanto à religião. Esta imagem também mostra exatamente o que a religião nos faz, nos prendendo a dogmas e preconceitos religiosos que para nada servem a não ser de nos impedir de entender com clareza as nuanças da graça de Deus. A religiosidade que nos é imposta com seus rituais e liturgia que para nada mais serve além de mexer com nossos sentimentos e emoções (e a isto chamamos espiritualidade), só nos afastam do entendimento pleno da graça de Deus, nos fazendo escravos de uma instituição falida, liderada por pastores corruptíveis e complacentes com colegas de ministério (do mesmo modo que os nossos corruptos políticos são complacentes uns com os outros, pois todos sabem dos erros uns dos outros), que não usam da mesma condescendência com a membresia da igreja. Pois hoje eu também estou liberto deste engodo, e faço parte de uma nova classe de evangélicos: os não praticantes.

Sendo assim, hoje eu estou vivendo uma nova vida em Cristo, livre das mazelas de meu passado e também da intuição chamada igreja. Vivo uma vida plena em cristo e que a cada dia tem acrescentado dias felizes com minha família pra o louvor da glória do Pai!

Libertas quae sera tamen
Soli Deo Gloria

Anderson L. Souza





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Imagem da semana para reflexão - acrescida de uma crônica. de Anderson L. De souza é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil.
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sábado, 27 de agosto de 2011

UM ENCONTRO COM O DEUS DA GRAÇA (By João David)



Amor incondicional, irretribuível, imerecido e irresistível. Deus nos ama apaixonadamente, nós a humanidade confusa e perdida, como um amante que ama e perdoa a infiel raça humana que sempre o trai.

Muitos "cristãos" vivem como se fosse a sua disciplina pessoal e sua auto-negação os formadores do perfeito eu. Nossa batalha para impressionar a Deus, nossa luta por méritos de estrelas douradas, por tentar consertar nós mesmos ao mesmo tempo em que escondemos nossas mesquinharias e chafurdamos na culpa são repugnantes para Deus e uma negação aberta ao evangelho da graça.

" Justificação pela graça mediante a fé" - Deus nos ama não por qualquer mérito nosso, mas pela sua bondade. Tivemos o nosso relacionamento restaurado com Deus através da vida, da morte e da ressurreição do seu amado Filho .

Jesus veio para marginalizados, sem-teto, executivos, pecadores, super astros, drogados, prostitutas, fiscais de impostos, vítimas de aids ou de câncer, para mim e para voçê.

Temos o poder de crer quando outros negam, de ter esperança quando outros desesperam, de amar quando outros ferem. Voçê pode ser inseguro, inadequado, confuso ou barrigudo. A morte, o pânico, a depressão e a desilusão podem estar por perto. Mas você é aceito, amado profundamente por Jesus Cristo e sem fazer absolutamente nada para conseguir ou merecer.

Paulo escreve "Então, ele me disse A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois mais me gloriarei nas fraquezas para que sobre mim repouse o poder de Cristo. (2 Co 12:9).O evangelho da graça nos chama a cantarmos a cada dia o mistério corriqueiro da intimidade com Deus em vez de busca por milagres, visões, línguas esquisitas, macumbas "santas".

Ele nos chama a apaixonar-se, falar a verdade, criar um filho, dar uma aula, perdoar uns aos outros depois de nos ferirmos uns aos outros, permanecermos juntos nos momentos difíceis, na surpresa e no esplendor da existência.

A mim foi dada a inteiramente imerecida dádiva da salvação em Jesus Cristo. não por mérito meu, foi-me concedido um convite genuíno para beber vinho novo eternamente no banquete de casamento no reino de Deus.

Não sou nada mais do que um pecador salvo pela graça. A pergunta do evangelho da graça é esta "Quem nos separará do amor de Cristo?" Você tem medo de quê? Sua fraqueza De seus pecados, De suas inadequações a vida? De sua pobreza interior Da solidão? Da morte? De satanás?.

Nada poderá nos separar do amor de Deus que está em Jesus Cristo nosso Senhor. Todo o restante passa, mas o amor de Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente, a fé se tornará visão, a esperança possessão, mas o amor de Jesus Cristo que é mais forte que a morte, permanece para todo o sempre.

Aleluia, amém. Ora vem senhor da graça.

JESUS NA BOCA DO INFERNO (By Olavo Saldanha)


O moralismo é um fardo para a vida. Ele outorga a homens o poder inerente a Deus de legislar as relações transcendentais, punindo os que, exteriormente, não se submetem ao seu regime doutrinário infame.

Para mostrar a beleza de Deus na sua criação, independente da sua postura religiosa, é que montei esta série de artigos sobre a presença de Deus no homem que está fora do conceito de igreja criado pelos religiosos.

Da Igreja instituída sabe o religioso, ele domina seu conceito de fé, é visível e corrompida. Da Igreja de Deus, invisível, sabe Deus, e faculta a liberdade de ser do homem, este ser fraco e dependente, porém, nunca policiado, nunca subjugado, ferido ou incompreendido.

Deus manifesta-se em todos os seres, sem privilégios. Por isso quando um religioso diz que um ser não é digno de estar no meio da sua “igreja”, sem saber, ele pega o rejeitado e o entrega a Deus, e Deus ao rejeitado ama, e o religioso fica à mercê da sua loucura e do seu mundinho paralelo, fútil e bestializado.

Gregório de Matos Guerra é um desses homens, livre pensador, porém preso à Cristo. Foi considerado por Glauber Rocha "gênio da raça". Seus versos virulentos e ferinos nunca economizaram o lombo dos poderosos e do clero, mesmo vivendo em plena era da inquisição. Foi um poeta maldito e execrado pelos moralistas.

Apesar de nascido em 1636 e morrido em 1695, no Recife, ele continua atualíssimo. Apontava com tanta propriedade as corrupções do clero e da política, que, lendo hoje seus escritos, podíamos jurar, não fosse a forma seiscentista da escrita, que estávamos diante de um escritor contemporâneo.

Gregorio de Matos era de uma família rica e teve cinco irmãos, os mais conhecidos foram o Padre Eusebio de Matos, famoso orador sacro e o nosso poeta.

Escreveu sobre os religiosos porque conheceu o universo sacerdotal quando se tornou padre. Aquele mundo não era para ele, jogou a batina às baratas, e, aconselhado por um amigo a viver de acordo com a Igreja, respondeu: "que não podia votar a Deus o que era impossível cumprir, dado ao seu temperamento e fragilidade de sua natureza.”

Foi um milagre a Inquisição nunca tê-lo pego, pois, seus alvos favoritos eram as freiras, os padres e o Papa. Em 1685, o poder eclesiástico da Bahia denuncia os seus costumes livres ao tribunal da Inquisição, acusando-o, por exemplo, de difamar Jesus Cristo e de não mostrar reverência, tirando o barrete da cabeça ao passar por uma procissão. Chegou a ser proibido de fazer versos.

Desta capacidade de denunciar os abusos ganhou o apelido de “Boca do Inferno”. Todavia, da “Boca do Inferno” não só saíu denuncias, mas também versos sublimes e cheios de ternura, e o alvo de muitos deles foi Jesus.

A poesia de Gregório de Matos sobre Jesus está entre as mais perfeitas, que descrevem com mais clareza e honestidade a relação do homem e Deus. Jesus, portanto, se posta com soberania na “Boca do Inferno”. Vejamos alguns versos:

A vós correndo vou, braços sagrados
Nessa cruz sacrossanta descobertos
Que para receber-me, estais abertos
E, por não castigar-me, estais fechados.


A vós, divinos olhos, eclipsados
de tanto sangue e lágrimas abertos,
Pois, para perdoar-me, estais despertos
E, por não condenar-me, estais fechados.


A vós, pregados pés, por não deixar-me
A vós, sangue vertido, para ungirr-me
A vós, cabeça baixa, para chamar-me

A vós, lado patente, quero unir-me
A vós, cravos preciosos, quero atar-me
Para ficar unido, atado e firme.


Na maior parte de seus poemas religiosos, o poeta se ajoelha diante de Deus, com um forte sentimento de culpa por haver pecado, e promete redimir-se. Trata-se de uma imagem constante em Gregório.


Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
Da vossa alta clemência me despido;
Porque quanto mais tenho delinqüido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado.


Se basta a vos irar tanto pecado,
A abrandar-vos sobeja um só gemido:
Que a mesma culpa que vos há ofendido,
Vos tem para o perdão lisonjeado.


Se uma ovelha perdida e já cobrada
Glória tal e prazer tão repentino
Vos deu, como afirmais na sacra história,


Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,
Cobrai-a; e não queirais, pastor divino,
Perder na vossa ovelha a vossa glória.
...
Meu Deus, que estais pendente em um madeiro
Em cuja lei protesto de viver,
Em cuja santa lei hei de morrer
Animoso , constante , firme , e inteiro.


Nesse lance, por ser o derradeiro,
Pois vejo a minha vida anoitecer,
É, meu Jesus, a hora de se ver
A brandura de um Pai manso Cordeiro.


Mui grande é vosso amor, e meu delito,
Porém pode ter fim todo o pecar,
E não o vosso amor, que é infinito.


Esta razão me obriga a confiar,
Que por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar.
...

Ofendi-vos, meu Deus, bem é verdade,
É verdade, meu Deus, que hei deliqüido,
Deliqüido vos tenho, e ofendido, ofendido vos tem
             minha maldade.


Maldade, que encaminha à vaidade,
Vaidade, que todo me há vencido;
Vencido quero ver-me, e arrependido,
Arrependido a tanta enormidade.


Arrependido estou de coração,
De coração vos busco, daí-me os braços,
Abraços, que me rendem vossa luz


Luz, que claro, me mostra a salvação,
A salvação pretendo em tais abraços,
Misericórdia, Amor, Jesus, Jesus

***

O todo sem parte não é todo,
A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga que é parte, sendo todo


Em todo sacramento está Deus todo,
E todo assiste inteiro em qualquer parte,
E feito em partes todo em toda parte,
Em qualquer parte sempre fica todo.


O braço de Jesus não seja parte,
Pois que feito Jesus em partes todo,
Assiste cada parte em sua parte.


Não se sabendo parte deste todo, Um braço que lhe acharam, sendo parte,
Nos disse as partes todas deste todo


http://caminhodagraca-natal.blogspot.com


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